quinta-feira, 30 de junho de 2011

estado da minha vida







(deve ser por isso que tenho andado tonta; talvez não, deve ser do tempo, tem estado muito calor. e não, ainda não estou de férias.)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

1970 (retrato)



A minha geração, já se calou, já se perdeu, já amuou,
já se cansou, desapareceu,
ou então casou, ou então mudou
ou então morreu: já se acabou.

A minha geração de hedonistas e de ateus,
de anti-clubistas,
de anarquistas, deprimidos e de artistas
e de autistas
estatelou-se docemente contra o céu.

A minha geração ironizou o coração,
alimentou a confusão
brincou às mil revoluções
amando gestos e protestos e canções,
pelo seu estilo controverso.

A minha geração, só se comove com excessos,
com hecatombes,com acessos de bruta cólera,
de morte, de miséria, de mentiras,
de reflexos da sua funda castração.

A minha geração é a herdeira do silêncio,
dos grandes paizinhos do céu,
da indecência, do abuso.
E um belo dia esqueceu tudo e fez-se à vida,
na cegueira do comércio.

A minha geração é toda a minha solidão,
é flor da ausência, sonho vão,
aparição, presságio, fogo de artifício,
toda vício, toda boca e pouca coisa na mão.

Vai minha geração,
ergue a cabeça e solta os teus filhos
no esplendor do lixo e do descuido.
Deixa-te ir enquanto o sabor acre da desistência
vai corroendo a doçura da sua infância.

Vai minha geração, reage,
diz que não é nada assim.
Que é um lamentável engano, erro tipográfico,
estatística imprecisa, puro preconceito.
Que o teu único defeito é ter demasiadas qualidades
e tropeçar nelas.

Vai minha geração, explica bem alto a toda a gente.
Que és por demais inteligente, para sujar as mãos neste velho processo,
triste traste de Deus.
De fingir que o nosso destino é ser um bocadinho melhor do que antes.

Vai minha geração,
nasceste cansada, mimada, doente,
por tudo e por nada, com medo de ser inventada.
O que é que te falta, agora que não te falta nada?
Poderá uma pobre canção contribuir para a tua regeneração
ou só te resta morrer desintegrada?

Mas minha geração...
Valeu a trapaça, até teve graça,
tanta conversa, tanta utopia tonta,
tanto copo, e a comida estava óptima!

O que vamos fazer?

[julgo] JP Simões

segunda-feira, 6 de junho de 2011

nada demais



imagem daqui


num bairro antigo de Lisboa. entrei mais uma vez na secção de voto correspondente ao meu número de eleitor. é sempre rápido ali votar. mais uma vez, cruzei-me com uma fila enorme de uma outra secção ao lado da minha. composta por uma maioria de mulheres, muitas pilares de outras vidas, quase todas aparentemente acima dos 60 anos, esperam longos minutos para exercerem um direito que sabem negado durante anos a mais. jovens, há poucos. muitos nas ruas. olhei o boletim de voto, li o nome de alguns partidos, respirei fundo e com a caneta disponível fiz um X demoradamente reflectido num quadrado.
enquanto continuar a acreditar no sistema democrático (também não vejo alternativa) o direito/dever será cumprido. e assim foi.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

um vídeo que fale por ti


encontrei esta música num blogue (arrastão). e desde que a ouvi não me sai da cebeça.
coração não é tão simples quanto pensa. nele cabe o que não cabe na dispensa.

sábado, 14 de maio de 2011

depois de consultar o programa de um festival fiquei com uma energia, como estes aqui, em 1941. e o que terá acontecido em 1941?

domingo, 8 de maio de 2011

um vídeo que fale por ti


como não sei dutch, entre outras coisas, não entendo patavina da letra desta música. nem o significado de poopeloo. por vezes acontece. mas gosto do som, oriundo da década de 80.
outras músicas estarão na terça-feira no festival da eurovisão. os homens da luta também. independentemente da minha opinião, espero que tragam a melhor pontuação de sempre. vamos à luta.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

facto

tenho o vício de gostar e de comprar livros. erro meu, ainda não me habituei a requisitá-los numa qualquer biblioteca municipal. assim, tenho alguns livros que comprei-li e outros, vários, que comprei-não li com lombadas ranhosas comó raio. domingo irei à feira do livro, devidamente acompanhada pois, caso contrário, correrei o risco de passar até ao final do mês a pão e água. pois é.

segunda-feira, 2 de maio de 2011












actualizado:

já aqui escrevi que Tracy Chapman foi uma das minhas maiores companheiras de caminhadas. não única. mas muito presente. sabia as músicas todas; espalhava-as pela casa, entre paredes. ouviam-me uns pombos e alguns cães de quintais vizinhos. outros, raramente, de vez em quando comentavam - lá anda ela com a preta.

depois de ontem ter colocado uma posta para alguém que adoro, regressei hoje a vários poemas musicados da Tracy. aqui ficam mais uns. para eu ir clicando, e recordar-me de outros tempos, ainda a K7, com uma cabrona de fita que teimava ficar presa nas merdas das cabeças do gravador. depois, pegava numa caneta sempre a rodar, rodar para a fita voltar ao lugar.

domingo, 1 de maio de 2011

no sentido sem sentido, sinto. em outro sentido, sigo. marcha. com o 25 de abril consigo, como conseguem muitas escrever - tenho orgulho em ser mulher; tal como viajar, opinar, estudar, trabalhar, fumar, sair à noite, quase sempre de calças, que a legislação da altura me impediria fazer. não concordo com o arrependimento adormecido de Otelo. graças a ele, Salgueiro Maia e outros é possível, entre muitas e importantes conquistas, também escrever neste blog. sem dúvidas, 25 abril, sempre. e hoje, recordo outras tantas pessoas que lutaram pelos meus direitos enquanto mulher e trabalhadora.

a tant@s e à minha mãe( que me deu à luz, coitada... :)) aqui fica o meu agradecimento.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Post it





(Pina Bausch)








nas primeiras semanas de maio, não sei qual, estreará em Portugal


o filme Pina de Wim Wenders.

um vídeo que fale por ti

segunda-feira, 11 de abril de 2011

chega amanhã

ouvi dizer que o fmi chega amanhã ao nosso país. estou muito entusiasmada, são estrangeiros, pá. já arrumei a casa toda e fiz algumas modificações, pois sempre podem querer passar por aqui, nunca se sabe. ou pouco se sabe, dizem alguns.

no meu quarto já coloquei um colchão de palha do tempo dos meus avós, caso estejam muito cansados terão um leito à disposição, envolvente, com muitas velas, coloridas, amorosas, a libertarem cheiro para relaxar. mantive o crucifixo pois convém que eles sintam a religião dominante que sempre os poderá iluminar mais e melhor para o bem de todos; amén.

na cozinha, coloquei o melhor da cerâmica portuguesa - o galo de barcelos, o zé povinho e muitas andorinhas para dar uma ideia minimalista de partida e regresso e partida - e ainda várias peças de barro, bonito, aquelas de cor castanha. algumas caçarolas em vez dos tachos de metal, também achei bem. é tipicamente tradicional português.

na sala retirei a tv, porque na maior parte das vezes não tenho pachorra para aquilo, e no mesmo sítio coloquei sobre uns bonitos naprons, uma daquelas jarras enormes azuis com umas flores ao centro. obviamente encaixotei os livros que povoavam as estantes (não sei se o melhor mesmo é deitá-los fora) e decidi comprar várias coisas giras que existem nas lojas dos chineses, psicadélicas, coloridas e quase sempre com paisagens, incluídas cascatas. sentir-se-ão mais à vontade, por certo.

o problema foi com a última divisão, onde guardo papéis, em cima da secretária, papéis em dossiers, papéis nas estantes... e os livros? muitos relacionados com a minha área... o que fazer? bem, aqui decidi manter quase tudo como estava. só que fiz um esforço imenso, nem sabem o quanto, para arranjar um espaço considerável para livros de: economia vários, estatística alguns, finanças também , outros que ainda vou descobrir e, assim meio escondido, alguns de psicologia de auto-ajuda, não vá o diabo tecê-las.

antes de finalizar, no hall de entrada pendurei na parede aquele quadro adorável com a imagem de um rapaz, de ar tristíssimo a chorar, que acompanhou grande parte da minha infância. disponível qualquer feira que se preze.


olha, agora que venham. já estou quase quase preparada. seja o que deus quiser já diziam a minha avó e a minha mãe também.


nota: qualquer coincidência com a realidade é pura ficção.

sábado, 9 de abril de 2011




(é um facto, adoro STP. recorro a esta série sempre que falam em milhões meus, teus, nossos ou dos outros.)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

velhinhas

adoro algumas velhinhas. especialmente aquelas que metem conversa e revelam-nos coisas da vida, por vezes ou quase sempre com um sorriso. falam com uma simplicidade que por vezes até mete inveja, tão mergulhados que estamos na complexidade, no emaranhado de fios sem fim. hoje estou em cacos, é um facto; estilhaços que cortam as veias e impedem-me de ver a vida a cores. não sei bem porquê, dizem-me é do tempo, maldito, culpado também pelas dores de cabeça e de coluna. todavia, valeu-me a ida à papelaria. saí de lá com um saco de compras cheio e vários sorrisos de boa disposição. valha-me isso, por momentos.

junto à caixa registadora estava uma senhora idosa já a trocar palavras. no exacto momento que encontra o meu olhar lança-me a pergunta, num tiro furtivo:

- não sou bonita?

- hã? claro que é bonita! - respondo-lhe.

- sabe que idade é que tenho? 88!

- ah! está óptima! ...

a conversa continua. fala-me de uma operação; de uma vida sozinha em prol dos outros; de um casamento tardio muito feliz; de viagens; de um tipo que, como já está viúva, lhe propôs coiso e tal mas para o qual já não tem pachorra; dos cremes que coloca na pele, água e sabão; de como se sente feliz, e fui muito feliz, sabe? ; e, como num golpe de magia, atira-me para a vista várias fotografias, vou ser muito rápida, - de quando era nova ( os óculos eram muito giros), do marido e... do tal tipo que lhe propôs coiso e tal mas que não está para aí virada, porque com a minha idade já não estou para andar a limpar, passar a ferro e lavar o cú. ora toma!

muito dificilmente alcançarei tanto tempo. mas gostei da ideia. quando for velha quero ser assim: meter-me nos estabelecimentos comerciais, apetrechada com anexos vários, como jornais, fotos, vídeos,citações horrorosas de paulo coelho só para chatear ... e questionar as pessoas sobre a minha beleza. acho que não me irão dizer que não...


enter



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consegui! yes! muito obrigada!!!!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

não ligo muito a signos, embora já tivesse atribuído menor importância. nem me identifico com algumas coisas que referem em relação ao meu - gémeos. mas ontem veio-me parar às mãos um postal, referente ao meu signo, com um conjunto de palavras que passo a copiar: - afável [como uma cadelinha. até ando com trela. só não faço chi-chi nas árvores e pneus, que é feio]. - objectivo [vou sempre directa ao assunto]. - inventivo [só não inventei a lâmpada eléctrica por que não calhou]. - aficionado [não sei bem do quê, talvez de comida]. - espirituoso [esta não entendo...sinto-me a levitar]. - talentoso [pois pois... dançar dançar]. - elegante [estou quase a chegar à obesidade, mas sou elegante]. - sonhador [sempre a sonhar quando ganho o euromilhões..., embora não jogue]. - versátil [falo com gatos, cães, peixes e pessoas]. - esbelto [ quase sempre que passo na passadeira o trânsito pára]. - conhecedor [conheço o meu nome, morada e nro de BI, chega?]. - querido [puxipuxipuxi um sorriso, vá lá, puxi, puxi, puxi]. - sensato [vivo sempre no limite entre dar bofetadas ou virar costas a gente crescidinha, só de corpo]. - charmoso [ fumo que nem uma égua, relincho e dou coices]. - doce [problema de óptica, dos outros, pensam que podem dar dentadinhas, nah, nah, só morde quem eu quero]. - forte [já respondi. estou a chegar à obesidade]. - liberal [ esta tem diferentes significados... passo]. - aberto [humm. também não entendo o sentido desta... adiante]. - sagaz [rima com mordaz]. - sincero [é o que eu estou a ser...]. - imaginativo [até imagino o que estão a pensar neste exacto momento]. - simpático [sei dizer olá, boa tarde e boa noite. bom dia? nunca aprendi]. - contagioso [até parece que tenho sarna, livra]. - carinhoso [sei dar beijinhos, abraços, espremer borbulhas e catar piolhos. não é bem isto?!]. - comunicativo [só sei falar mais ou menos, português. quanto ao resto, dou uns arranhões]. - ultra divertido [ultra? preferia mega, soa melhor. ou gigas de divertida, é giro. também há supé, mas não, essa é pirosa]. agora, digam lá que eu não sou espectacular?! Nota: não sei o que aconteceu com esta treta nas mensagens mas não consigo fazer parágrafos. se alguém perceber alguma coisa do assunto, agradeço a ajuda, a sério.

domingo, 3 de abril de 2011

insólito

passei o meu fim-de-semana próximo do mar. selvagem. agrada-me observar a força das ondas. instantes. suspensos salpicos de água. soltas gaivotas. acalmam-me. mas a calma é por vezes temporária. de regresso a casa, de noite, pela A8 deparo-me com muitos carros. e gente, e cabeças lá dentro. já tenho algumas histórias para contar com carros e gente; desequilibrada. a que sucedeu este fim-de-semana é mais uma. assumo que tenho um pequeno problema com os máximos do meu carro. mas ele é imediatamente solucionado passado um segundo, pouco mais. pois bem, ia na auto-estrada e eis que os máximos ligam-se. de imediato desligo-os. o carro que ia à frente, numa atitude de génio, decide abrandar o andamento - tudo bem. faço a indicação que pretendo mudar de faixa e os máximos voltam a ligar-se, desligo-os, com calma tento ultrapassar o dito carro sem problemas. só que o dito carro decide acompanhar a velocidade do meu, sem permitir qualquer ultrapassagem, para depois, de forma brusca,partir a grande velocidade. vai-te daqui. entretanto, tento dar indicações mímicas sobre o problema dos máximos, sem efeito. és estúpido. retomo a faixa onde me encontrava inicialmente. todavia, uns metros à frente verifico que o parvalhão circula mais uma vez em marcha lenta como que à minha espera e a indiciar um trauma qualquer. quando me aproximo, decide colocar-se na faixa da direita junto ao meu carro, acompanhando o meu andamento, enquanto olha fixamente para mim e companhia. xô xô. não lhe dou bola. pouco satisfeito, movimenta o carro para a minha frente e trava, junto a uma saída, até que pára o carro em plena auto-estrada. assustadas e ao mesmo tempo a respirarmos de alívio, continuamos o percurso. sempre a olhar para o retrovisor, felizmente sem mais problemas. chiça, há cada um!

quarta-feira, 30 de março de 2011

ilustração "portugal em risco"

legenda: . Portugal __ risco /----\ fmi

.


em


_____________________no




(fo*§%-£\/ca$$)(0/raios#=!"&?»/po^~`/pu>%£*[ª§}'»$/...) - lixo




/----\ tratamento do lixo



(quando o pontinho cair dentro do tratamento do lixo vão ver-me assim, e não significa que ficarei triste ou contente, isso são trocos) uauuuuuuu! baby!

sexta-feira, 25 de março de 2011

começo por dizer que não sou adepta do sporting e talvez, de nenhum. todavia, este verde significa realmente esperança. grande palavra. a caminho de casa, hoje, com o rádio ligado, ouvi em alguns minutos que virá para o nosso país Van Basten, campeão, ou Rijkaard, campeão e melhor treinador do mundo em [falhou-me o ano] e mais não sei quantos jogadores, muito bons, com nomes giros, pá. por momentos, acreditei que alguém dissesse que Angel Merkel teria escolhido o nosso país para residir em definitivo, juntamente com outros líderes europeus, gurus da economia( dos quais não sei o nome, por opção) e mercados, muitos mercados pelo país e, por que não, BCE passaria a ter a sede-mãe em Portugal. pois que não pensei em mais nada. quase batia no carro que ia à frente.

quarta-feira, 23 de março de 2011

um vídeo que fale por ti



Sway

When marimba rhythms start to play
Dance with me, make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close, sway me more

Like a flower bending in the breeze
Bend with me, sway with ease
When we dance you have a way with me
Stay with me, sway with me

Other dancers may be on the floor
Dear, but my eyes will see only you
Only you have that magic technique
When we sway I go weak

I can hear the sounds of violins
Long before it begins
Make me thrill as only you know how
Sway me smooth, sway me now

Sway me, make me
Thrill me, hold me
Bend me, ease me
You have a way with me

Sway with me
Sway (sway) (Sway)

Other dancers may be on the floor
Dear, but my eyes will see only you
Only you have that magic technique
When we sway I go weak

I go weak
I can hear the sounds of violins
Long before it begins
Make me thrill as only you know how

Sway me smooth, sway me now
Make me thrill as only you know how
Sway me smooth, sway me now
Make me thrill as only you know how

Sway me smooth, sway me now
Sway me
Sway me
Sway me now

Pablo Beltrán Ruiz

domingo, 20 de março de 2011

acontece

imagem daqui

este post já estava prontinho. visto e revisto e preparado para circular, para outra banda, à hora prevista. mas, mas estive a ver e a ouvir o programa câmara clara com a convidada Lídia Jorge. e não consegui conter-me a opinar sobre a beleza de Lídia Jorge. está cada vez mais bonita. muito bonita. a forma. o modo. como fala sobre as pessoas, o país, a política, a escrita, os escritores, as mulheres, ... são essenciais. a rever, por tanto.

acontece que adorei a minha tarde de domingo. acontece a abertura ao público da Casa de José Saramago, em Lanzarote. acontece que hoje é dia mundial da poesia. acontece que já aconteceu o equinócio da primavera. acontece.


o e

o e
ai e ie o e
o o é
o ai é
ou u eu
e e e
o a a a é
e ou e e
ui e e e i
e eu ou i
é ai é eu
eu a e e
e e ai u
ou e e u
au i ie e
o o e e
a e e à
Ana Hatherly
in um calculador de improbabilidades. Quimera. 2001

resumo ou tudo ao molho e fé em deus

imagem daqui
se pudesse modificaria esta foto, bela. com o básico photoshop faria uma "colagem" com a imagem do meu gato, bonito, e colocaria em cima da cabeça de Isabelle Huppert, de um dos lados, imagens várias destes últimos dias. um eclipse lunar (avermelhado com 11 ao centro) em perigeu e uns mísseis brancos a saírem do seu ombro. não seria para fazer História, garanto. seria uma mera experiência para a minha história, sem utilidade.
e confirmo - há mulheres que melhoram com a idade. a vários níveis. outras ficam pesadas, devido ao passado (e/ou presente) que carregam às costas - caminham devagar, muitas vezes sem compasso, em busca.
a nossa história deveria estar toda em suportes como livros, deixada ficar numa qualquer estante, ou gaveta, tanto faz, sujeita a pó graças ao pouco uso. recorrer a ela, só em momentos críticos de auto-ajuda. por minutos. com a História é exactamente o inverso. aliás, é extremamente necessário ter sempre presente em cima da cabeceira um livro - compêndio de História Mundial, limpo e bem tratado, enquanto os gatos ainda não sabem usar computadores; limitam-se a pisar teclas e a provocarem acontecimentos inesperados.
banda sonora

sexta-feira, 18 de março de 2011

I Want You, But I Don't Need You

I like you, and I'd like you to like me to like you
But I don't need you
Don't need you to want me to like you
Because if you didn't like me
I would still like you, you see
La la la
La la la

I lick you, I like you to like me to lick you
But I don't need you
Don't need you to like me to lick you
If your pleasure turned into pain
I would still lick for my personal gain
La la la
La la la

I fuck you, and I love you to love me to fuck you
But I don't fucking need you
Don't need you to need me to fuck you
If you need me to need you to fuck
That fucks everything up
La la la
La la la

I want you, and I want you to want me to want you
But I don't need you
Don't need you to need me to need you
That's just me
So take me or leave me
But please don't need me
Don't need me to need you to need me
Cos we're here one minute, the next we're dead
So love me and leave me
But try not to need me
Enough said
I want you, but I don't need you
La la la
La la la

I love you, and I love how you love how I love you
But I don't need you
Don't need you to love me to love you
If your love changed into hate
Would my love have been a mistake?
La la la
La la la

So I'm gonna leave you, and I'd like you to leave me to leave you
But lover believe me, it isn't because I don't need you (you know I don't need you)
All I wanted was to be wanted
But you're drowning me deep in your need to be needed
La la la
La la la la la la la la la

I want you, and I want you to want me to want you
But I don't need you
Don't need you to need me to need you
That's just me
So take me or leave me
But please don't need me
Don't need me to need you to need me
Cos we're here one minute, the next we're dead
So love me and leave me
But try not to need me
Enough said
I want you, but I don't need you

Momus
album "Ping Pong" (1997)

[ao recordar Amanda Palmer, recordei-a também aqui].

segunda-feira, 14 de março de 2011

sem problema

os tipos dos camiões estão em greve novamente. sem problema. os tipos dos camiões estão em greve até-não sei. hummm aqui há problema. os tipos da Emel estão em greve. EMEL? sem problema. os tipos da Emel estão em greve até sexta-feira. sem pro-ble-ma, a sério. os tipos da Emel estão em greve, mas só numa treta qualquer que não entendo, mas resumindo dá em duas horas diárias que não sei quais são. humm aqui há um li-gei-ro problema. resumindo: as greves estão a mudar pá?! então, não nos informam como é, quando e tal? grande problema. amo aqueles sectores que fazem greve, mas dizem os dias, o horário, o porquê e mais assim e assado... aquelas coisas. nada superficiais mas essenciais. foi só um apontamento. coisa pequena. atenciosamente, uma reles do povo me classifico, recolho-me com os devidos cumprimentos. sem problema.

domingo, 13 de março de 2011

private post


se é privado, não é para serem colocadas a público as razões. fica por aqui só a vontade de há dias ter estado no quase colocar aqui esta posta. mas o pc foi-se abaixo. é tramado.
acho que agora é que é. gosto muito desta música. para além da parte privada, fica aqui o vídeo para ser mais fácil ouvir durante a semana. não se admirem, esta parte é pública, o mais provável será dançar também. só me falta aquele chapéu... - também é público.

terça-feira, 8 de março de 2011

dia internacional da mulher


de vez em quando ou de quando em vez questiono as razões para a existência de um dia internacional da mulher. dou por mim a falar com os meus botões - olha, e os homossexuais descrimindos por esse mundo fora? e os idosos? e os jovens? e os oriundos de um dado país ou continente? e...? -, depois paro de pensar, que bom seria, e vejo esta coisa como um primeiro passo na luta contra outras tantas e tamanhas descriminações, actos de violência; também contra mulheres.
afinal, girls just want have fun!
aqui, um vídeo (desta música) actualizado pela interessante Amanda Palmer - fiquem calm@s, ela não canta, só faz umas coreografias e tal.
assim, desejo um bom dia a tod@s que se sentem atacad@s nos seus direitos e que não se esquecem dos deveres. bem haja!

domingo, 6 de março de 2011

em poucas palavras

não gosto da música que ganhou ontem o (em tempos idos venerado) festival da canção. se num ângulo da coisa a ideia até parece ser interessante, vista de muitos e variados ângulos, a coisa não tem nada de original, inovador ou coisa que valha. a luta é sempre para se levar a sério, e actualmente não necessita de megafones para ter voz... deve ser um problema meu, que não sou dada a grandes nostalgias. gosto de quase tudo presente. e também não me digam que aquilo é música de intervenção... ah pois. não.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

à janela. por instantes. observo e ouço os pássaros. pessoas. um cão e um gato em companhia. na companhia de boa música.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

em decomposição

estamos no tempo. sem tempo. marcam-nos o rosto, riscos e rabiscos. nos olhos, no pescoço, pelo pesado corpo. fechamos as janelas para que não nos vejam, não falamos para que não nos sintam. não gritamos para que não nos prendam. de olhos abertos, para o tecto, do écran. ficamos. são os dedos que falam, e os olhos que mentem. esqueçamos. num output. os carros, os passos sem compasso, os olhares, os gestos, os toques, o vento e a chuva. pouco interessam as palavras.
clica-se no botão. input. a imagem no écran. abre portas, tortas, sem uso. e tornamo-nos admiradores surpresos do admirável mundo. de sempre. com gente. idosos, também. em decomposição. nós, também. continuaremos a ser. um ser. humano. quantas mais as portas conseguirmos abrir. a favor do ser. humano. portas interditas, proibidas, ou fechadas, porque sim. olhemos então para todos os vizinhos, todos os dias, com a garantia de que nenhum, nenhum, ficará colado ao chão durante anos e anos. até que um dia. alguém o levante. como ser. humano. e esse vizinho, poderá um dia, também seres tu.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

um vídeo que fale por ti

avisos médicos ou como é possível voltar à infância

- esteja à vontade, se doer avise logo, está bem? se doer, já sabe.

- humhum [claro que não. se doer eu nem estou a pensar em dizer nada. fique descansada. vou rebolar cheia de dores e ficar roxa às bolinhas cinzentas, o que é que acha?]

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

please, repeat. repeat again and...


...repeat the film with this beautiful music. repeat, please.
na imagem está quase tudo. o nome do filme lindo, lindo. o nome do realizador bom, pá. o nome da compositora das músicas do filme (loving strangers é deliciosa!), fantástica miúda, impecável, cinco estrelas. faltam... os nomes das duas actrizes que estão na imagem - Elena Anaya e Natasha Yarovenko -, muito bem, mesmo. clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap...

e não é que estava mesmo a precisar de um pacote assim, sobre amor e coiso e tal e com músicas e tal e coiso...
muito muito muito obrigada. muito muito muito. adorei. m-u-i-t-o.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

via http://mozziestar.files.wordpress.com

natela


ontem à noite tive um sonho muito estranho. sobre uma rapariga transfomada num cisne. mas o seu príncipe apaixona-se pela rapariga errada e então... ela mata-se.

ontem fui ver o tão falado filme Cisne Negro de Darren Aronofsky; já avisada... considerei-o interessante, forte pelas questões abordadas, mas com uma receita (ligeiramente) já experimentada no filme A Pianista de Michael Haneke. natalie portman... bem, gostei muito da interpretação que teve em Closer, mas aqui acho que está um pouco abaixo do esperado... para um globo de ouro. num filme como este, qualquer actriz razoável e bem intencionada seria capaz de fazer o que fez. no fim, recordo o filme, no seu todo, no caso do filme A Pianista, recordo o filme e vários momentos brilhantes de Isabelle Huppert.
mas como não sou crítica de cinema, deixo as palavras dos verdadeiros críticos:

- extraordinário;
- fascinante!;
- uma obra-prima!;
- imperdível;
- desorientador;
- é filme para não se perder, mas para se perder nele; ...

o mais interessante será conhecer as diferentes interpretações retiradas... a ver, portanto, de preferência com muita gente para prolongar numa conversa de café.

nota: ontem morri um pouco. tive um cisne negro. e garanto que não foi do filme...

domingo, 30 de janeiro de 2011

aconteceu


excelente!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

\comandos gerais para a configuração quotidiana

Introduza a driver no computador e faça um café. Caso o computador pergunte se você se deseja levantar nesse momento ou se deseja estrar dentro dos acontecimentos da véspera, escolha a opção levantar na caixa de diálogo e responda ok. A partir daí, você está levantado e apto a copiar os ficheiros para esse dia. se escolheu acontecimentos da véspera, você está muito longe de estar configurado e precisa de entrar novamente no assistente a levantar e activa as definições. A seguir serão copiados os ficheiros do directório café: bica.sys, italiana.dll, carioca.exe, chávena escaldada.doc e preço.xls. Algo lhe irá dizer se configurou ou não com êxito o seu levantamento. Em caso afirmativo, você passa a ser uma pessoa levantada. Serão então copiados as aplicações banho, barba (só no caso de terem extensão ".hmm") e vestir. De entre todas, a aplicação vestir é a mais complicada e necessária para fazer correr a maior parte dos programas quotidianos, inclusive os programas pudor nt e despir 99.
Não se preocupe quanto ao resto, porque a passagem do tempo acabará por configurar todos os sistemas...

António Pocinho
in Os pés frios dentro da cabeça. fenda. 1999.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

um vídeo que fale por ti - experimentalismo


depois de. após. antes que. não sejamos. faremos que. no primeiro de. muito perdido em. palavras. actos. cinzas. cortes. salários. manifestações. antes de. lamento. iludidos por. votar. fique aqui. alívio. depois de. espero. antes que. acabe. desejo que. meu bem. neste primeiro de. aqui. segundo. já ali. melhor.

p.s. fica a ressalva, em relação ao vídeo, gosto mais da música. aqui, as palavras mereciam outro destino edificado... mas, nem tudo é perfeito.