Livrai-me, Senhor/De tudo o que for/Vazio de amor/ Que nunca me espere/Quem bem não me quer/(homem ou mulher)/ Livrai-me também/De quem me detém/E graça não tem/ E mais de quem não/Possui nem um grão/ De imaginação. "Libera-me". Carlos Queiroz
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
estado da minha vida
quarta-feira, 15 de junho de 2011
1970 (retrato)
A minha geração, já se calou, já se perdeu, já amuou,
já se cansou, desapareceu,
ou então casou, ou então mudou
ou então morreu: já se acabou.
A minha geração de hedonistas e de ateus,
de anti-clubistas,
de anarquistas, deprimidos e de artistas
e de autistas
estatelou-se docemente contra o céu.
A minha geração ironizou o coração,
alimentou a confusão
brincou às mil revoluções
amando gestos e protestos e canções,
pelo seu estilo controverso.
A minha geração, só se comove com excessos,
com hecatombes,com acessos de bruta cólera,
de morte, de miséria, de mentiras,
de reflexos da sua funda castração.
A minha geração é a herdeira do silêncio,
dos grandes paizinhos do céu,
da indecência, do abuso.
E um belo dia esqueceu tudo e fez-se à vida,
na cegueira do comércio.
A minha geração é toda a minha solidão,
é flor da ausência, sonho vão,
aparição, presságio, fogo de artifício,
toda vício, toda boca e pouca coisa na mão.
Vai minha geração,
ergue a cabeça e solta os teus filhos
no esplendor do lixo e do descuido.
Deixa-te ir enquanto o sabor acre da desistência
vai corroendo a doçura da sua infância.
Vai minha geração, reage,
diz que não é nada assim.
Que é um lamentável engano, erro tipográfico,
estatística imprecisa, puro preconceito.
Que o teu único defeito é ter demasiadas qualidades
e tropeçar nelas.
Vai minha geração, explica bem alto a toda a gente.
Que és por demais inteligente, para sujar as mãos neste velho processo,
triste traste de Deus.
De fingir que o nosso destino é ser um bocadinho melhor do que antes.
Vai minha geração,
nasceste cansada, mimada, doente,
por tudo e por nada, com medo de ser inventada.
O que é que te falta, agora que não te falta nada?
Poderá uma pobre canção contribuir para a tua regeneração
ou só te resta morrer desintegrada?
Mas minha geração...
Valeu a trapaça, até teve graça,
tanta conversa, tanta utopia tonta,
tanto copo, e a comida estava óptima!
O que vamos fazer?
[julgo] JP Simões
segunda-feira, 6 de junho de 2011
nada demais

imagem daqui
enquanto continuar a acreditar no sistema democrático (também não vejo alternativa) o direito/dever será cumprido. e assim foi.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
um vídeo que fale por ti
encontrei esta música num blogue (arrastão). e desde que a ouvi não me sai da cebeça.
coração não é tão simples quanto pensa. nele cabe o que não cabe na dispensa.
sábado, 14 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
um vídeo que fale por ti
como não sei dutch, entre outras coisas, não entendo patavina da letra desta música. nem o significado de poopeloo. por vezes acontece. mas gosto do som, oriundo da década de 80.
outras músicas estarão na terça-feira no festival da eurovisão. os homens da luta também. independentemente da minha opinião, espero que tragam a melhor pontuação de sempre. vamos à luta.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
facto
segunda-feira, 2 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
a tant@s e à minha mãe( que me deu à luz, coitada... :)) aqui fica o meu agradecimento.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Post it
segunda-feira, 11 de abril de 2011
chega amanhã
no meu quarto já coloquei um colchão de palha do tempo dos meus avós, caso estejam muito cansados terão um leito à disposição, envolvente, com muitas velas, coloridas, amorosas, a libertarem cheiro para relaxar. mantive o crucifixo pois convém que eles sintam a religião dominante que sempre os poderá iluminar mais e melhor para o bem de todos; amén.
na cozinha, coloquei o melhor da cerâmica portuguesa - o galo de barcelos, o zé povinho e muitas andorinhas para dar uma ideia minimalista de partida e regresso e partida - e ainda várias peças de barro, bonito, aquelas de cor castanha. algumas caçarolas em vez dos tachos de metal, também achei bem. é tipicamente tradicional português.
na sala retirei a tv, porque na maior parte das vezes não tenho pachorra para aquilo, e no mesmo sítio coloquei sobre uns bonitos naprons, uma daquelas jarras enormes azuis com umas flores ao centro. obviamente encaixotei os livros que povoavam as estantes (não sei se o melhor mesmo é deitá-los fora) e decidi comprar várias coisas giras que existem nas lojas dos chineses, psicadélicas, coloridas e quase sempre com paisagens, incluídas cascatas. sentir-se-ão mais à vontade, por certo.
o problema foi com a última divisão, onde guardo papéis, em cima da secretária, papéis em dossiers, papéis nas estantes... e os livros? muitos relacionados com a minha área... o que fazer? bem, aqui decidi manter quase tudo como estava. só que fiz um esforço imenso, nem sabem o quanto, para arranjar um espaço considerável para livros de: economia vários, estatística alguns, finanças também , outros que ainda vou descobrir e, assim meio escondido, alguns de psicologia de auto-ajuda, não vá o diabo tecê-las.
antes de finalizar, no hall de entrada pendurei na parede aquele quadro adorável com a imagem de um rapaz, de ar tristíssimo a chorar, que acompanhou grande parte da minha infância. disponível qualquer feira que se preze.
olha, agora que venham. já estou quase quase preparada. seja o que deus quiser já diziam a minha avó e a minha mãe também.
nota: qualquer coincidência com a realidade é pura ficção.
sábado, 9 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
velhinhas
junto à caixa registadora estava uma senhora idosa já a trocar palavras. no exacto momento que encontra o meu olhar lança-me a pergunta, num tiro furtivo:
- não sou bonita?
- hã? claro que é bonita! - respondo-lhe.
- sabe que idade é que tenho? 88!
- ah! está óptima! ...
a conversa continua. fala-me de uma operação; de uma vida sozinha em prol dos outros; de um casamento tardio muito feliz; de viagens; de um tipo que, como já está viúva, lhe propôs coiso e tal mas para o qual já não tem pachorra; dos cremes que coloca na pele, água e sabão; de como se sente feliz, e fui muito feliz, sabe? ; e, como num golpe de magia, atira-me para a vista várias fotografias, vou ser muito rápida, - de quando era nova ( os óculos eram muito giros), do marido e... do tal tipo que lhe propôs coiso e tal mas que não está para aí virada, porque com a minha idade já não estou para andar a limpar, passar a ferro e lavar o cú. ora toma!
muito dificilmente alcançarei tanto tempo. mas gostei da ideia. quando for velha quero ser assim: meter-me nos estabelecimentos comerciais, apetrechada com anexos vários, como jornais, fotos, vídeos,citações horrorosas de paulo coelho só para chatear ... e questionar as pessoas sobre a minha beleza. acho que não me irão dizer que não...
quarta-feira, 6 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
insólito
quarta-feira, 30 de março de 2011
ilustração "portugal em risco"
/----\ tratamento do lixo
(quando o pontinho cair dentro do tratamento do lixo vão ver-me assim, e não significa que ficarei triste ou contente, isso são trocos) uauuuuuuu! baby!
sexta-feira, 25 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
um vídeo que fale por ti
Sway
When marimba rhythms start to play
Dance with me, make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close, sway me more
Like a flower bending in the breeze
Bend with me, sway with ease
When we dance you have a way with me
Stay with me, sway with me
Other dancers may be on the floor
Dear, but my eyes will see only you
Only you have that magic technique
When we sway I go weak
I can hear the sounds of violins
Long before it begins
Make me thrill as only you know how
Sway me smooth, sway me now
Sway me, make me
Thrill me, hold me
Bend me, ease me
You have a way with me
Sway with me
Sway (sway) (Sway)
Other dancers may be on the floor
Dear, but my eyes will see only you
Only you have that magic technique
When we sway I go weak
I go weak
I can hear the sounds of violins
Long before it begins
Make me thrill as only you know how
Sway me smooth, sway me now
Make me thrill as only you know how
Sway me smooth, sway me now
Make me thrill as only you know how
Sway me smooth, sway me now
Sway me
Sway me
Sway me now
Pablo Beltrán Ruiz
domingo, 20 de março de 2011
acontece
imagem daquio e
o e
ai e ie o e
o o é
o ai é
ou u eu
e e e
o a a a é
e ou e e
ui e e e i
e eu ou i
é ai é eu
eu a e e
e e ai u
ou e e u
au i ie e
o o e e
a e e à
in um calculador de improbabilidades. Quimera. 2001
resumo ou tudo ao molho e fé em deus
sexta-feira, 18 de março de 2011
I like you, and I'd like you to like me to like you
But I don't need you
Don't need you to want me to like you
Because if you didn't like me
I would still like you, you see
La la la
La la la
I lick you, I like you to like me to lick you
But I don't need you
Don't need you to like me to lick you
If your pleasure turned into pain
I would still lick for my personal gain
La la la
La la la
I fuck you, and I love you to love me to fuck you
But I don't fucking need you
Don't need you to need me to fuck you
If you need me to need you to fuck
That fucks everything up
La la la
La la la
I want you, and I want you to want me to want you
But I don't need you
Don't need you to need me to need you
That's just me
So take me or leave me
But please don't need me
Don't need me to need you to need me
Cos we're here one minute, the next we're dead
So love me and leave me
But try not to need me
Enough said
I want you, but I don't need you
La la la
La la la
I love you, and I love how you love how I love you
But I don't need you
Don't need you to love me to love you
If your love changed into hate
Would my love have been a mistake?
La la la
La la la
So I'm gonna leave you, and I'd like you to leave me to leave you
But lover believe me, it isn't because I don't need you (you know I don't need you)
All I wanted was to be wanted
But you're drowning me deep in your need to be needed
La la la
La la la la la la la la la
I want you, and I want you to want me to want you
But I don't need you
Don't need you to need me to need you
That's just me
So take me or leave me
But please don't need me
Don't need me to need you to need me
Cos we're here one minute, the next we're dead
So love me and leave me
But try not to need me
Enough said
I want you, but I don't need you
Momus
album "Ping Pong" (1997)
[ao recordar Amanda Palmer, recordei-a também aqui].
segunda-feira, 14 de março de 2011
sem problema
domingo, 13 de março de 2011
private post
se é privado, não é para serem colocadas a público as razões. fica por aqui só a vontade de há dias ter estado no quase colocar aqui esta posta. mas o pc foi-se abaixo. é tramado.
acho que agora é que é. gosto muito desta música. para além da parte privada, fica aqui o vídeo para ser mais fácil ouvir durante a semana. não se admirem, esta parte é pública, o mais provável será dançar também. só me falta aquele chapéu... - também é público.
terça-feira, 8 de março de 2011
dia internacional da mulher
de vez em quando ou de quando em vez questiono as razões para a existência de um dia internacional da mulher. dou por mim a falar com os meus botões - olha, e os homossexuais descrimindos por esse mundo fora? e os idosos? e os jovens? e os oriundos de um dado país ou continente? e...? -, depois paro de pensar, que bom seria, e vejo esta coisa como um primeiro passo na luta contra outras tantas e tamanhas descriminações, actos de violência; também contra mulheres.
afinal, girls just want have fun!
aqui, um vídeo (desta música) actualizado pela interessante Amanda Palmer - fiquem calm@s, ela não canta, só faz umas coreografias e tal.
assim, desejo um bom dia a tod@s que se sentem atacad@s nos seus direitos e que não se esquecem dos deveres. bem haja!
domingo, 6 de março de 2011
em poucas palavras
domingo, 27 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
em decomposição
clica-se no botão. input. a imagem no écran. abre portas, tortas, sem uso. e tornamo-nos admiradores surpresos do admirável mundo. de sempre. com gente. idosos, também. em decomposição. nós, também. continuaremos a ser. um ser. humano. quantas mais as portas conseguirmos abrir. a favor do ser. humano. portas interditas, proibidas, ou fechadas, porque sim. olhemos então para todos os vizinhos, todos os dias, com a garantia de que nenhum, nenhum, ficará colado ao chão durante anos e anos. até que um dia. alguém o levante. como ser. humano. e esse vizinho, poderá um dia, também seres tu.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
avisos médicos ou como é possível voltar à infância
- humhum [claro que não. se doer eu nem estou a pensar em dizer nada. fique descansada. vou rebolar cheia de dores e ficar roxa às bolinhas cinzentas, o que é que acha?]
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
please, repeat. repeat again and...
...repeat the film with this beautiful music. repeat, please.
na imagem está quase tudo. o nome do filme lindo, lindo. o nome do realizador bom, pá. o nome da compositora das músicas do filme (loving strangers é deliciosa!), fantástica miúda, impecável, cinco estrelas. faltam... os nomes das duas actrizes que estão na imagem - Elena Anaya e Natasha Yarovenko -, muito bem, mesmo. clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap...
muito muito muito obrigada. muito muito muito. adorei. m-u-i-t-o.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
natela
ontem à noite tive um sonho muito estranho. sobre uma rapariga transfomada num cisne. mas o seu príncipe apaixona-se pela rapariga errada e então... ela mata-se.
ontem fui ver o tão falado filme Cisne Negro de Darren Aronofsky; já avisada... considerei-o interessante, forte pelas questões abordadas, mas com uma receita (ligeiramente) já experimentada no filme A Pianista de Michael Haneke. natalie portman... bem, gostei muito da interpretação que teve em Closer, mas aqui acho que está um pouco abaixo do esperado... para um globo de ouro. num filme como este, qualquer actriz razoável e bem intencionada seria capaz de fazer o que fez. no fim, recordo o filme, no seu todo, no caso do filme A Pianista, recordo o filme e vários momentos brilhantes de Isabelle Huppert.
mas como não sou crítica de cinema, deixo as palavras dos verdadeiros críticos:
- extraordinário;
- fascinante!;
- uma obra-prima!;
- imperdível;
- desorientador;
- é filme para não se perder, mas para se perder nele; ...
o mais interessante será conhecer as diferentes interpretações retiradas... a ver, portanto, de preferência com muita gente para prolongar numa conversa de café.
nota: ontem morri um pouco. tive um cisne negro. e garanto que não foi do filme...
domingo, 30 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Introduza a driver no computador e faça um café. Caso o computador pergunte se você se deseja levantar nesse momento ou se deseja estrar dentro dos acontecimentos da véspera, escolha a opção levantar na caixa de diálogo e responda ok. A partir daí, você está levantado e apto a copiar os ficheiros para esse dia. se escolheu acontecimentos da véspera, você está muito longe de estar configurado e precisa de entrar novamente no assistente a levantar e activa as definições. A seguir serão copiados os ficheiros do directório café: bica.sys, italiana.dll, carioca.exe, chávena escaldada.doc e preço.xls. Algo lhe irá dizer se configurou ou não com êxito o seu levantamento. Em caso afirmativo, você passa a ser uma pessoa levantada. Serão então copiados as aplicações banho, barba (só no caso de terem extensão ".hmm") e vestir. De entre todas, a aplicação vestir é a mais complicada e necessária para fazer correr a maior parte dos programas quotidianos, inclusive os programas pudor nt e despir 99.
Não se preocupe quanto ao resto, porque a passagem do tempo acabará por configurar todos os sistemas...
António Pocinho
in Os pés frios dentro da cabeça. fenda. 1999.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
um vídeo que fale por ti - experimentalismo
depois de. após. antes que. não sejamos. faremos que. no primeiro de. muito perdido em. palavras. actos. cinzas. cortes. salários. manifestações. antes de. lamento. iludidos por. votar. fique aqui. alívio. depois de. espero. antes que. acabe. desejo que. meu bem. neste primeiro de. aqui. segundo. já ali. melhor.
p.s. fica a ressalva, em relação ao vídeo, gosto mais da música. aqui, as palavras mereciam outro destino edificado... mas, nem tudo é perfeito.