sexta-feira, 22 de abril de 2011

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(Pina Bausch)








nas primeiras semanas de maio, não sei qual, estreará em Portugal


o filme Pina de Wim Wenders.

um vídeo que fale por ti

segunda-feira, 11 de abril de 2011

chega amanhã

ouvi dizer que o fmi chega amanhã ao nosso país. estou muito entusiasmada, são estrangeiros, pá. já arrumei a casa toda e fiz algumas modificações, pois sempre podem querer passar por aqui, nunca se sabe. ou pouco se sabe, dizem alguns.

no meu quarto já coloquei um colchão de palha do tempo dos meus avós, caso estejam muito cansados terão um leito à disposição, envolvente, com muitas velas, coloridas, amorosas, a libertarem cheiro para relaxar. mantive o crucifixo pois convém que eles sintam a religião dominante que sempre os poderá iluminar mais e melhor para o bem de todos; amén.

na cozinha, coloquei o melhor da cerâmica portuguesa - o galo de barcelos, o zé povinho e muitas andorinhas para dar uma ideia minimalista de partida e regresso e partida - e ainda várias peças de barro, bonito, aquelas de cor castanha. algumas caçarolas em vez dos tachos de metal, também achei bem. é tipicamente tradicional português.

na sala retirei a tv, porque na maior parte das vezes não tenho pachorra para aquilo, e no mesmo sítio coloquei sobre uns bonitos naprons, uma daquelas jarras enormes azuis com umas flores ao centro. obviamente encaixotei os livros que povoavam as estantes (não sei se o melhor mesmo é deitá-los fora) e decidi comprar várias coisas giras que existem nas lojas dos chineses, psicadélicas, coloridas e quase sempre com paisagens, incluídas cascatas. sentir-se-ão mais à vontade, por certo.

o problema foi com a última divisão, onde guardo papéis, em cima da secretária, papéis em dossiers, papéis nas estantes... e os livros? muitos relacionados com a minha área... o que fazer? bem, aqui decidi manter quase tudo como estava. só que fiz um esforço imenso, nem sabem o quanto, para arranjar um espaço considerável para livros de: economia vários, estatística alguns, finanças também , outros que ainda vou descobrir e, assim meio escondido, alguns de psicologia de auto-ajuda, não vá o diabo tecê-las.

antes de finalizar, no hall de entrada pendurei na parede aquele quadro adorável com a imagem de um rapaz, de ar tristíssimo a chorar, que acompanhou grande parte da minha infância. disponível qualquer feira que se preze.


olha, agora que venham. já estou quase quase preparada. seja o que deus quiser já diziam a minha avó e a minha mãe também.


nota: qualquer coincidência com a realidade é pura ficção.

sábado, 9 de abril de 2011




(é um facto, adoro STP. recorro a esta série sempre que falam em milhões meus, teus, nossos ou dos outros.)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

velhinhas

adoro algumas velhinhas. especialmente aquelas que metem conversa e revelam-nos coisas da vida, por vezes ou quase sempre com um sorriso. falam com uma simplicidade que por vezes até mete inveja, tão mergulhados que estamos na complexidade, no emaranhado de fios sem fim. hoje estou em cacos, é um facto; estilhaços que cortam as veias e impedem-me de ver a vida a cores. não sei bem porquê, dizem-me é do tempo, maldito, culpado também pelas dores de cabeça e de coluna. todavia, valeu-me a ida à papelaria. saí de lá com um saco de compras cheio e vários sorrisos de boa disposição. valha-me isso, por momentos.

junto à caixa registadora estava uma senhora idosa já a trocar palavras. no exacto momento que encontra o meu olhar lança-me a pergunta, num tiro furtivo:

- não sou bonita?

- hã? claro que é bonita! - respondo-lhe.

- sabe que idade é que tenho? 88!

- ah! está óptima! ...

a conversa continua. fala-me de uma operação; de uma vida sozinha em prol dos outros; de um casamento tardio muito feliz; de viagens; de um tipo que, como já está viúva, lhe propôs coiso e tal mas para o qual já não tem pachorra; dos cremes que coloca na pele, água e sabão; de como se sente feliz, e fui muito feliz, sabe? ; e, como num golpe de magia, atira-me para a vista várias fotografias, vou ser muito rápida, - de quando era nova ( os óculos eram muito giros), do marido e... do tal tipo que lhe propôs coiso e tal mas que não está para aí virada, porque com a minha idade já não estou para andar a limpar, passar a ferro e lavar o cú. ora toma!

muito dificilmente alcançarei tanto tempo. mas gostei da ideia. quando for velha quero ser assim: meter-me nos estabelecimentos comerciais, apetrechada com anexos vários, como jornais, fotos, vídeos,citações horrorosas de paulo coelho só para chatear ... e questionar as pessoas sobre a minha beleza. acho que não me irão dizer que não...


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consegui! yes! muito obrigada!!!!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

não ligo muito a signos, embora já tivesse atribuído menor importância. nem me identifico com algumas coisas que referem em relação ao meu - gémeos. mas ontem veio-me parar às mãos um postal, referente ao meu signo, com um conjunto de palavras que passo a copiar: - afável [como uma cadelinha. até ando com trela. só não faço chi-chi nas árvores e pneus, que é feio]. - objectivo [vou sempre directa ao assunto]. - inventivo [só não inventei a lâmpada eléctrica por que não calhou]. - aficionado [não sei bem do quê, talvez de comida]. - espirituoso [esta não entendo...sinto-me a levitar]. - talentoso [pois pois... dançar dançar]. - elegante [estou quase a chegar à obesidade, mas sou elegante]. - sonhador [sempre a sonhar quando ganho o euromilhões..., embora não jogue]. - versátil [falo com gatos, cães, peixes e pessoas]. - esbelto [ quase sempre que passo na passadeira o trânsito pára]. - conhecedor [conheço o meu nome, morada e nro de BI, chega?]. - querido [puxipuxipuxi um sorriso, vá lá, puxi, puxi, puxi]. - sensato [vivo sempre no limite entre dar bofetadas ou virar costas a gente crescidinha, só de corpo]. - charmoso [ fumo que nem uma égua, relincho e dou coices]. - doce [problema de óptica, dos outros, pensam que podem dar dentadinhas, nah, nah, só morde quem eu quero]. - forte [já respondi. estou a chegar à obesidade]. - liberal [ esta tem diferentes significados... passo]. - aberto [humm. também não entendo o sentido desta... adiante]. - sagaz [rima com mordaz]. - sincero [é o que eu estou a ser...]. - imaginativo [até imagino o que estão a pensar neste exacto momento]. - simpático [sei dizer olá, boa tarde e boa noite. bom dia? nunca aprendi]. - contagioso [até parece que tenho sarna, livra]. - carinhoso [sei dar beijinhos, abraços, espremer borbulhas e catar piolhos. não é bem isto?!]. - comunicativo [só sei falar mais ou menos, português. quanto ao resto, dou uns arranhões]. - ultra divertido [ultra? preferia mega, soa melhor. ou gigas de divertida, é giro. também há supé, mas não, essa é pirosa]. agora, digam lá que eu não sou espectacular?! Nota: não sei o que aconteceu com esta treta nas mensagens mas não consigo fazer parágrafos. se alguém perceber alguma coisa do assunto, agradeço a ajuda, a sério.

domingo, 3 de abril de 2011

insólito

passei o meu fim-de-semana próximo do mar. selvagem. agrada-me observar a força das ondas. instantes. suspensos salpicos de água. soltas gaivotas. acalmam-me. mas a calma é por vezes temporária. de regresso a casa, de noite, pela A8 deparo-me com muitos carros. e gente, e cabeças lá dentro. já tenho algumas histórias para contar com carros e gente; desequilibrada. a que sucedeu este fim-de-semana é mais uma. assumo que tenho um pequeno problema com os máximos do meu carro. mas ele é imediatamente solucionado passado um segundo, pouco mais. pois bem, ia na auto-estrada e eis que os máximos ligam-se. de imediato desligo-os. o carro que ia à frente, numa atitude de génio, decide abrandar o andamento - tudo bem. faço a indicação que pretendo mudar de faixa e os máximos voltam a ligar-se, desligo-os, com calma tento ultrapassar o dito carro sem problemas. só que o dito carro decide acompanhar a velocidade do meu, sem permitir qualquer ultrapassagem, para depois, de forma brusca,partir a grande velocidade. vai-te daqui. entretanto, tento dar indicações mímicas sobre o problema dos máximos, sem efeito. és estúpido. retomo a faixa onde me encontrava inicialmente. todavia, uns metros à frente verifico que o parvalhão circula mais uma vez em marcha lenta como que à minha espera e a indiciar um trauma qualquer. quando me aproximo, decide colocar-se na faixa da direita junto ao meu carro, acompanhando o meu andamento, enquanto olha fixamente para mim e companhia. xô xô. não lhe dou bola. pouco satisfeito, movimenta o carro para a minha frente e trava, junto a uma saída, até que pára o carro em plena auto-estrada. assustadas e ao mesmo tempo a respirarmos de alívio, continuamos o percurso. sempre a olhar para o retrovisor, felizmente sem mais problemas. chiça, há cada um!