Livrai-me, Senhor/De tudo o que for/Vazio de amor/ Que nunca me espere/Quem bem não me quer/(homem ou mulher)/ Livrai-me também/De quem me detém/E graça não tem/ E mais de quem não/Possui nem um grão/ De imaginação. "Libera-me". Carlos Queiroz
sexta-feira, 29 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
eleições
terça-feira, 26 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
as palavras
as palavras
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam;
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Eugénio de Andrade
sábado, 23 de maio de 2009
um vídeo que fale por ti
a vida não é linear. tem voltas e voltas, altos e baixos, alegrias e tristezas. faz tudo parte. não existem manuais, nem receitas. cada um, por si, vai construindo o seu próprio "livro" de vivências com umas dicas a distribuir por entre aqueles de que se mais gosta. ainda sei pouco da vida. da minha, sei o necessário e o que interessa. quanto ao resto, larguei ao vento. todavia, entre tratados e memorandos há que saber mudar. há que saber também saber. pular. sapatear. dançar.correr... ( ou parar). viver. assim, hoje apetece-me... deixacáver... nadar.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
acontece
quarta-feira, 20 de maio de 2009
fui à tua procura
terça-feira, 19 de maio de 2009
um cigarro
ninguém tem
um cigarro?
um copo de vinho
um amor perdido
uma causa iludida
uma angústia a mais?
alguém quer trocar
de veias
de sangue
de coração
de pulmões?
um cigarro
ao menos
ninguém tem
um cigarro?
Carlos Alberto Machado
in A Realidade Inclinada. Averno. 2003
segunda-feira, 18 de maio de 2009
paro numa esplanada
sem palavras.
sábado, 16 de maio de 2009
um vídeo que fale por ti
este fim-de-semana, embora me apeteça... não danço. nem dançarei. estou com trabalho e isto para além de ser tramado é, indo directa ao assunto, fodido. existem umas rendinhas que inventam à última da hora só para ficar bonito e coisa e tal e uma gaja, aqui moi, é que se lixa. raios parta para os adeptos do "crochet"! mais uma vez, um viva ao jazz ou a tudo a que a ele se aproxime.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
pensar III
-a e fica naturalmente contente de sabê-la e de julgar que nenhuma outra a vai render. Mas depois esquece. Arruma-se então na estante das verdades como um sepulcro. De longe em longe há quem a visite para pasmar de ter existido ou olhar mesmo com simpatia tolerante como se olha uma fotografia velha e se pergunta - de quem será? E se acontece, por capricho de morte, que nem esquece nem se arruma, é porque ainda serve para se matar gente ou morrer em nome dela. É a altura de outros virem e pasmarem por se ter morrido pelo que não existe, que é aquilo, aliás, por que mais se morre. Não morras. Olha apenas e espera. Há tanta sabedoria no olhar. Não se mata nem se morre pela sabedoria. podem é matar-te os outros que não a têm. Sê simplicidade de existir. E terás existido tudo o que vale a pena para seres humano. Porque só se existe pela vida que está em ti e nos outros e na luz e na verdade profunda da Terra.
Vergílio Ferreira.
in pensar. Bertrand Editora. 1993
sábado, 9 de maio de 2009
um vídeo que fale por ti
há alturas em que a vida corroi-nos; deixa-nos nem que seja por instantes no instante que somos. aqui, neste mundo. apetece-me chorar. lavar a alma e depois ficar. calma. na quietude comigo, com as minhas reflexões.
não é fragilidade. são momentos necessários. do dever expresso em sentimentos. da existência.
One day I met a precious soul
Whose words had touched my heart
His poetry resounded so
It tore my soul apart
But when I tried my thoughts to speak
Emotion made my mind so weak
And time stood still for years and years
I bathed him in my tears
I cried, I cried
Tears of joy tears of pain
I cried, I cried
Tears of love again and again
Some people turn to pills and things
To help them through the day
To take them up or down or just
To ease the blues away
But me I really want to feel
The ups and downs of life so real
Happy or sad emotions reign
My tears flow just the same
...
segunda-feira, 4 de maio de 2009
vou-me
escrevi.
domingo, 3 de maio de 2009
desculpa-me a ternura
não força de trabalho desigual
nem vida à pressa,
mas minha amiga.
Talvez as palavras que te digo
me transpareçam classe,
talvez nem te devesse dizer nada.
Porque és a mão que ampara o meu silêncio,
a minha filha, o meu cansaço
— à custa do teu cansaço, da tua filha,
do teu silêncio.
Não há homens-a-dias neste mundo,
mas tantas como tu,
a segurar nas mãos e no sorriso
algumas como eu.
Entraste há pouco a perguntar
se eu tinha febre
— a louça por lavar nas tuas mãos,
aspirando o cansaço dos meus ombros,
nos teus ombros o cansaço de mim
e o cansaço de ti.
Desculpa os meus silêncios,
o falar-me contigo como com mais ninguém,
desculpa o tom sem pressa
— e o meu dinheiro que não chega a nada,
comprando o teu trabalho
(o teu sorriso)
Ana Luísa Amaral
in Às Vezes o Paraíso. Quetzal Editores. 1998.
[à minha mãe, a melhor. pela força e pela energia com que vive. obrigada mãe.]
sábado, 2 de maio de 2009
aqui diz-se
um vídeo que fale por ti
apetece-me sonhar. talvez um dia tudo seja diferente. sem indiferença pelo oprimido, o excluído, o descriminado, o explorado, o precário, o abandonado. no estado comum de sobrevivência é mais do que nunca, hoje, fulcral falar sobre o dia do trabalhador. valorizar quem trabalha e quem procura. não esquecer que a sociedade, embora complexa, define-se pelo grau de participação que os que dela fazem parte possuem. uma sociedade que não tem alternativas para os que exclui é uma sociedade doente. incluir deverá ser um direito e um dever a suportar por qualquer sociedade democrática. apeteceu-me... sonhar.