Livrai-me, Senhor/De tudo o que for/Vazio de amor/ Que nunca me espere/Quem bem não me quer/(homem ou mulher)/ Livrai-me também/De quem me detém/E graça não tem/ E mais de quem não/Possui nem um grão/ De imaginação. "Libera-me". Carlos Queiroz
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
bom ano
p.s. - quem pretender uma música de fundo, a funcionária tem duas sugestões ma-ra-vi-lho-sas escolhidas agora: esta e... mais esta . caso não sejam ao gosto, procura uma à tua medida, que de certeza também ficará bem.
bom ano 2011 a tod@s!
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Pedras no caminho
"viver a vida"
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
é natal - aguenta-te
beijinho no lacinho,
estrelinha com carinho.
amor é o que eu sinto,
ao ver-te assim tão pertinho.
pai natal amiguinho,
dá prendas às crianças.
vem cá, sou adulta
e também gostaria de ter as tuas festas mansas.
bolo rei como eu.
comes tu também.
muitos não comem nada,
têm pouco (dinheiro) e ninguém.
natal de prendas e prendinhas,
dá cá mais um beijinho.
deveria antes ser, não tenho nada
mas tenho este abracinho.
natal, festa da família, dizem por aí...
faço que seja festa dos afectos
sabem bem, são mais sinceros,
e todos gostam, filhos e netos.
tinha mais a escrever,
mas faltou-me a inspiração.
estou com sono, pois
andei a trabalhar como se trabalha no bolhão.
aqui fica uma música para aquecer
não precisas de lareira
levanta os pés do chão
e faz-te de cantadeira.
por agora, sem mais,
desejo-vos um bom natal.
dêem muitas prendas -
- um beijo ou aquele abraço fenomenal.
domingo, 5 de dezembro de 2010
aconteceu
há uma semana e coiso e tal fui ouvi-lo. ler(-lhe) as palavras. memorizar e recordar. músicas. novas e velhas. todas com sentido; a realidade e histórias lá dentro. voei sem descolar da cadeira, sonhei sem dormir, imaginei em criar; qualquer coisa assim, sublime, intocável, quase perfeito. sergio godinho é sem dúvida o meu bob dylan, o meu michael jackson [o sérgio dança melhor], os U2 todos juntos...- disse uns dias antes do concerto. c. sorriu. quando o dia chegou ficámos imbuídas de melodias. fortes. antes de abrir a porta em direccção à rua, fria, beijaste-me. e no canto da orelha colocaste a quente a palavra obrigada. não tem de quê, só neste país. contigo. em qualquer lugar.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Diz que diz
informo que informarei melhor sobre a tal informação em relação aos pombos em nota informativa.
enquanto isso não acontece, descobri o cd graffiti com algumas das melhores vozes femininas portuguesas. gosto desta música que aqui deixo com a GRANDE Sara Tavares, mas também gosto desta.
bom fim de semana.
domingo, 14 de novembro de 2010
ah pois
a juntar a esta espécie de fetiche, virado para o opinanço livre e democrático, há outra coisa, tratemo-la assim, que está a tornar-se muito usual, talvez em sequência das notícias repetitivas sobre economia e/ou política (a dar em maluquinho qualquer português que se preze), que são caros leitores deste blogue: reuniões.
as pessoas que nunca foram ou raramente estiveram presentes numa são as que mais adoram fazê-las (?!), especialmente reformados. ainda não descobri qual é o gozo, talvez julguem este momento como sendo o seu, de estado (pessoal, claro), sei lá; para quem não tem mais nada que fazer. ah, pois.
aqui pelas redondezas também se padece dessa moda. no reino de condóminos que faço parte, com alguns reformados à mistura, de vez em quando ou de quando em vez sou convocada para reuniões com assuntos muito estranhos. a última, a realizar-se daqui a três semanas, tem como assunto, ora pasmem-se:
p o m b o s…
pombos?! garanto-vos que por aqui há poucos, não mais do que uma dezena, e nos últimos anos os meus olhos têm visualizado cada vez menos.
mas sejamos sérios, se é pombos… que sub temas poderão ser discutidos ? bem, a pensar para os meus botões, julgo que esta gente com certeza não pretenderá reunir-se para falar sobre a provável extinção desta ave daqui a uns… sei lá, 500 anos. nem terá como objectivo expor uma ideia ecológica, como por exemplo, a colocação de ninhos pelo bairro para ajudar estas pobres aves na altura da nidificação. não, não. palpita-me, sim, que a alma iluminada que colocou a convocatória na minha caixa do correio, pretende que conversemos/discutamos sobre… a caca dos pombos.
a caca dos pombos?! ah pois, sim. e já me imaginaram estar numa reunião a ouvir falar a uma tal que passou pela rua e, o nono e penúltimo pombo dos que existem nas redondezas, cagou-lhe assim e, outro iluminado, a retorquir que com ele foi pior - pombo rasou-lhe a cabeça, quase o ia fazendo cair e por isso tem umas dores que não aguenta e cagou-lhe assado. e eu (claro que não): – pois, pois… nunca nenhum me cagou mas nós, ups, eles são uns verdadeiros cagões! então o que sugerem? todos de arma em punho para colocarmos uma bala no cú dos pombos que nem vejo?
ah pois, não. ah pois, que não há pachorra! ah pois, é… ah pois que até seria divertido fazer a minha primeira gravação e, porque não, colocá-la no meu ficheiro de momentos deprimentes...ah pois… ah pois…mas não escreverei uma acta de merda. ah pois… não. ah pois... vou? ah pois... não vou?
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
à pessoa que mais amo
a pessoa que mais amo - a minha mãe - faz hoje anos. desejo-te muitos e muitos e... anos de vida. agradeço-te por agora, para além de muitas coisas, uma muito simples - o facto de todos dias insistires em ensinar-me a rir, apesar das adversidades. para ti, um enorme sorriso :)!
ouvi dizer...
- favor? a minha vida está preta, tenho dois filhos para criar, e estou a começar a vender favores, conselhos, ... queres comprar um favor meu?
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
um vídeo que fale por ti
[música criada com base no poema que em baixo se segue]
Adiamento
Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei. Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...
O porvir...
Sim, o porvir...
Álvaro de Campos
domingo, 7 de novembro de 2010
"tou" com uma ideia... só uma
por mim, afirmo, confirmo e reafirmo até novos dias… estou a borrifar-me para tratos e tratados, fatos carros, buliços e confusões, orçamentos ou limões. não me interessa, não quero saber, gosto de me informar, sem muito, pouco ou nada aprofundar. tenho por vezes umas ideias, cá para mim, num país assim, bestial, bestiais; uma delas é talvez emigrar e a outra que agora apareceu mas vai fugir logo a seguir passo seguidamente a apresentar.
em seguimento da visita de um tal presidente que se cruzou com um tal primeiro ministro e outro presidente portugueses, sugiro que sejam criadas e promovidas acções ao nível, tão falado, social, para além do mais desejado ao nível económico; mas de economia nada percebo, embora esteja a encaminhar-me para daqui a provavelmente dez anos, eu (e mais uns dez milhões) receber um mestrado ou, por que não, doutoramento em economia e finanças. todavia,, reforço, disso eu não entendo nada.
bem, voltemos então à minha ideia, talvez a apresentar num qualquer local , sempre próprio, onde se poderá incluir a embaixada do país do digníssimo presidente visitante. li, ouvi, disseram-me… já nem sei, que no país deste digníssimo presidente accionaram-se medidas de controlo de natalidade extremamente [fica bem] interessantes. como consequência desta acção, há uns anos muitos bebés do sexo masculino, nem se sabe bem porquê, ultrapassaram em valores históricos os do sexo feminino e, assim, assiste-se hoje a um número muito superior de rapazes e homens em relação ao número de raparigas e mulheres. vamos lá ver, tomando como possivelmente verdadeira esta informação, sem certeza, veio-me à lembradeira a ideia do governo do país deste digníssimo presidente passar a exportar para o nosso país … homens. tendo em conta as taxas de natalidade portuguesas, pelas ruas da amargura, acho que seria interessante dar, obrigatoriamente, a cada mulher portuguesa livre, e em regime de mercado negro às que não são, o seu homem exportado, com a obrigatoriedade de com ele procriar. assim, fundir-se-iam os dois países. os homens chegariam em contentores, devidamente acondicionados e com a garantia de fertilidade. as mulheres portugueses limitar-se-iam a requerer junto dos serviços públicos, por meio do preenchimento da devida papelada, preferencialmente numerosa porque assim é que deve ser, a aquisição de um destes potentados. junto dos tais serviços, passado um ano, a mulher em causa seria obrigada a apresentar o fruto da fusão e, caso esse não existisse, teria direito a um tratamento grátis de fertilização, financiado pelos dois países. fantástico!
bem, sem mais demora, por aqui termino hoje esta ideia bestial, que amanhã já não acho piada.
o trabalho é muito. jinhos aos que aparecem por aqui, com afecto e carinho.
boa semana!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
tás voltando
[composição de Maurício Tapajós e Paulo C.Pinheiro adaptada às circunstâncias]
já estou a armar o coreto
e preparei aquele feijão preto
tás voltando
pus meia dúzia de brahma pra gelar
mudei a roupa de cama
tás voltando
levei o chinelo pra sala de jantar
que é lá mesmo que a mala vais largar
quero te amassar, já me perfumei
porque tás voltando
dei uma geral, fiz um bom defumador
enchi a casa de flor
que tás voltando
peguei uma praia, aproveitei, tá calor
peguei uma cor
Que tás voltando
fiz um cabelo bonito pra notar
será que queres despentear?
quero te agarrar
tou preparada
porque tás voltando
pus a tocar na vitrola o nosso som
estrearei uma camisola
tás voltando
dei folga pra empregada
mandei a criançada pra casa da avó
que tás voltando
direi que só voltarás amanhã se alguém chamar
telefone não deixarei nem tocar
quero lá, lá, lá, ia,... porque tás voltando!
lá, lá, lá, ia, ... quero lá, lá, lá, ia, ... porque tás voltando!
porque tás voltando!
domingo, 12 de setembro de 2010
informação - encerramento da época balnear
problemas de identidade e os amigos ajudam
- não. eu acho que tu és uma grande vaca.
sábado, 11 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
desilusão
piadas que ouvimos pela manhã e achamos que o dia vai ser estranho
- O Governo decidiu acabar com o ensino recorrente, o modelo de aulas nocturnas que funcionava há quase 20 anos. A notícia é avançada pelo jornal Público. As alternativas para os alunos que estudavam à noite são os cursos de Educação e Formação para Adultos e o Programa Novas Oportunidades.
via Antena 1
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
um dia comprimido. comprido. cumprido
socorro.........................foda-se................................vou dormir!
domingo, 5 de setembro de 2010
regresso à cidade
estou de volta à cidade e a tudo o que isso implica. deixo para trás um período com poucas obrigações, relaxamento do corpo e mente, mergulhada em sentir o que durante o ano muitas vezes não se sente. mesmo assim, confesso que estou no limiar da inaptidão para mais um ano de trabalho. estou irritada, preguiçosa, mal humorada, despistada... num terror emocional à beira do apocalipse que certamente será assinalado por um grito meu quando amanhã, infelizmente, ouvir o som estridente, capaz de perfurar os meus ouvidos, do meu amigo despertador. tentarei lembrar-me que começo a bulir com dever e sempre desejosa do salário receber para me divertir, fumar e comer, rima e fica bem.
mas acho que o meu estado deprimente seria solucionado se fosse imprimida uma mudança cultural, que como é óbvio, implicaria também uma interessante alteração de hábitos. ora vejamos, portugal neste período está cheio de festinhas e festarolas quase sempre em honra de um qualquer santo ou santa, de que desconhecemos quase sempre os feitos. como muitos sabemos, ser trabalhador actualmente implica na maior parte das vezes a capacidade de possuir uma enorme dose de paciência, entre outras boas qualidades tidas por um bom samaritano. assim sendo, julgo que seria deveras interessante realizar tais festas, mas em honra dos trabalhadores e desempregados que proliferam por este país; especialmente no fim das férias dos primeiros. nestas festas motivadoras para os que vão bulir, poderíamos manter as habituais procissões e missas de forma a abençoar um ano de dar ao couro, com espectáculos de tony's a guetta's, e outras ideias que agora não consigo discernir. se conseguíssemos tornar isto possível, talvez os índices de disposição, motivação, iniciativa... no regresso ao trabalho fossem francamente melhorados. por agora, estou num estado de raiva que só me apetece partir ao murro e à cabeçada todos pratos, jarras... que tenho. sei que não é uma boa imagem. mas o salário do mês que vem compensará os estragos. e sabe bem. muito bem. ;)
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
os pés na areia
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
férias
em tempo de férias é importante fazer limpezas, reorganizar documentos, limpar o pó, tirar o lixo acumulado por baixo do sofá, sacudir tapetes, respirar fundo e, pensar num novo ano de trabalho que se avizinha. já não existem conquistas efectivas. nos dias de hoje tudo é a prazo, com validade oculta ou expressamente explorada. continuemos então a desbravar este admirável mundo como se o amanhã não existisse. pois, provavelmente, nem amanhã conheceremos o fim da nossa existência. nem nunca saberemos ao certo por que existimos. entretanto deixo-vos aqui um vídeo que encontrei via notícia "Professores aprovam paródia ‘Gaiola das Cabeçudas' ", realço que os professores são brasileiros. não tenho de momento qualquer comentário a tecer. fica o registo.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
um vídeo que fale por ti
I can't believe life's so complex
When I just wanna' sit here and watch you undress
This is love that I'm feeling
Does it have to be a life full of dread?
I wanna' chase you round the table, I wanna' touch your head
This is love that I'm feeling
I can't believe that the axis turns on suffering
When you taste so good
I can't believe that the axis turns on suffering
While my head burns
This is love that I'm feeling
Even in the summer, even in the spring
You can never get too much of a wonderful thing
You're the only story that I never told
You're my dirty little secret, wanna' keep you so
Come on out, come on over, help me forget
Keep the walls from falling on me, tumbling in
- This is love that I'm feeling
sábado, 13 de fevereiro de 2010
um vídeo que fale por nós
está um friiiiiiiiooooooo do caraças e só esta música é capaz de fazer mexer os meus pezinhos, com a minha querida! para aquecer depois de um banho muuuuuiiiiito quente :) bom fim-de-semana.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
mulher
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
um vídeo que fale por ti
existem músicas que se repetem em inúmeras versões, umas distantes do original, outras nem por isso. este fim-de-semana ouvi mais uma versão desta música. contudo, não conseguiu destronar o meu apreço por esta que apresento. única. talvez pela simplicidade. aqui fica o registo e tenham uma boa semana.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
O que fica depois dos violinos
Quando te esqueceres do meu nome,
e o meu corpo for apenas uma sombra
esbatida nas húmidas paredes daquele quarto.
Quando já não te chegar o eco da minha voz,
ou o entoar das minhas palavras,
peço-te então que recordes: houve uma tarde,
umas horas, fomos felizes juntos e foi estrondoso viver.
Era domingo em Hampsead, com a frágil primavera de abril
a espontar nos rebentos dos castanheiros.
Em direcção à igreja apressavam-se monjas irlandesas,
rapazes, endomingados e entorpecidos, pela mão.
Em cima, por detrás da sebe, na verde penumbra do parque,
dois homens beijavam-se, lentamente.
Chegaste tu, sem que me desse conta apareceste e começámos
---------------a falar,
tropeçando de riso entre as palavras, gaguejadas
no estranho idioma que nem a ti nem a mim pertencia.
Depois fizeste-te pequena nos meus braços
e a relva acolheu a tua escura cabeleira.
E sem demora a cinzenta escadaria, comprida e estreita,
a alfombra de cinza e gordura,
os teus pequenos e desolados seios na minha boca.
Sim, às vezes é simples e aprazível viver,
quero que te lembres, que não te esqueças
do passar daquelas horas, do seu esperançado fulgor
Também eu, longe de ti, quando perdida na memória
estiver a sede do teu sorriso, lembrarei, como agora,
enquanto escrevo estas palavras para todos aqueles
que num momento, sem promessas nem dádivas, puramente
------------se entregam;
e no desconhecimento de raças ou razões se fundem
num corpo único, mais ditoso,
para logo, aquietado já o instinto,
se separarem, cumprindo o seu destino,
sabendo que, talvez só por isso,
Juan Luis Panero
in Antes que Chegue a Noite. Fenda. 2001.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
direitos civis em portugal
1867 - Introdução do casamento civil. Abolição da pena de morte para todos os crimes civis.
1869- Abolição da escravatura.
1910- Lei do divórcio. Com a Concordata de 1940, este virá a ser proibido a quem se case pela Igreja.
1969- Introduzido na lei o princípio «salário igual para trabalho igual».
1974- O direito de voto é concedido às mulheres sem restrições. Instituído o salário mínimo nacional.
1975- O divórcio é concedido também aos cônjuges casados pela Igreja.
1976- A contituição consagra as liberdades democráticas. Aprovada a licença de maternidade de 90 dias.
1978- Do novo Código Civil desaparece a figura do «chefe de família».
1979- Criação do Serviço Nacional de Saúde. Lei da liberdade do ensino.
1982- A homossexualidade é despenalizada.
1983- Despenalizada a prostituição.
1990- Portugal retifica a Covenção sobre os Direitos da Criança.
2001- Lei das uniões de facto é estendida aos casais homossexuais.
2007- Despenalização do aborto até às 10 semanas a pedido da mulher.
in Revista Visão. p-37. nº 879. 2010.
2010- A consagração do direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
momento espacial
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
saltimbancos à parte, um vídeo que fale por ti
se gostasses assim tanto de mim, vinhas viver comigo.
na coisa múltipla, amante e amada, na acção
que assim a faz e nos acidentes mínimos – paisagens,
estações dos dias e das noites, dos anos da história.
Ondula no cérebro a fronteira que as margens da luz
desenham. E a rosa é uma hélice que vibra
no ar que a respirar obriga(s): torção dos pulmões,
do tronco e do sexo, dos nomes e dos vocativos
que se respondem: como um coração que deflagra
a rosa faz do ar que te falta a terra de onde nasces
e o chão sobre que danças.
Manuel Gusmão
in Dois Sóis, A Rosa – A arquitetura do mundo. Editorial Caminho. (1990/2001)
facto
vou olhar para as estrelas e pensar que novos dias virão; entretanto pode ser que o sono se encoste a mim e deixe-me finalmente sonhar.
*saltimbanco- s.m. 1. Acrobata ou ginasta que se exibe pelas feiras, festas, etc. 2. Charlatão de feira. 3. Fig. Indivíduo de opiniões versáteis.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
lhasa de sela
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
uma imagem que fale por ti
sábado, 2 de janeiro de 2010
novo ano
assim, os meus desejos para este novo ano que se inicia, e marca o fim de uma década, foram e são vulgares, com a única réstia de originalidade de possuir um animal doméstico que circunda aqui por casa e, claro que sim, desejar-lhe um bom ano e, ao contrário do que é horrivelmente usual, não me abandone pois, gosto muito da sua presença. fiel.
ano novo, vida nova? ainda não notei nada. deve ser da colheita pouco anterior ao abril de 74.