segunda-feira, 6 de setembro de 2010

um dia comprimido. comprido. cumprido

iniciei o convívio laboral. antes tive três sintomas de desmaio, dores nas costas, enjoos, dúvidas entre o sair de casa e apanhar o primeiro voo em direcção a qualquer país da europa central, excepto frança; e mais coisas que não me apetece escrever, mas que indiciam uma doença muito grave. fui empurrada pela alucinação de um qualquer credor com as minhas contas ao fim do mês, com vícios incluídos e saí de casa. e entrei no meu local de trabalho. antes, respirei fundo, todavia, devagar, para o meu cérebro não reconhecer o cheiro e recordei os filmes de Frank Capra quando transformei o meu semblante no de uma pessoa boa, competente, motivada, empreendedora e disponível a fazer qualquer trabalho honesto; e assim é, mais ou menos. os colegas, aparentemente saídos de um qualquer concurso de misses, difundiram simpatia quando viram a minha imagem. real. levantaram-se, uns. deram-me palmadas na costas enquanto outras besuntaram os lábios numa das minhas bochechas, agora bronzeadas. bem-vinda ao trabalho! - aclamaram assim o meu regresso; como se tivesse estado ausente durante um ano. fiz sorrisos. durante aproximadamente um segundo. muitos segundos; foram contabilizados no decorrer do dobro de uma reunião, matematicamente falando. duas reuniões. manhã e tarde. discussão, proposta, o quê?, contra proposta, não é nada disso! propostas, também pode ser, planos, blá blá, documentos, falta-me um papel, planeamentos, blá blá, cigarro, ufa! blá blá, proposta, é assim? discussão, fogo! contra proposta, tu não estás a entender... levantamento de dados, cigarro, finalmente! cigarro, blá blá..., passa o papel, blá blá..., o que é que disseste?, b l á b l á ... b l á. até amanhã.
socorro.........................foda-se................................vou dormir!

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