sábado, 5 de outubro de 2013

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

(faltam três dias)

terça-feira, 24 de setembro de 2013

20

que te faço    que te digo     que te mato
que recordo    que pretendo    que adivinho
que te abraço    que te umbigo    que te cato
que te mordo    que te acendo e me cadinho

que minuto    que tempo    que demora
que espaço passo a passo me encaminha
que rua é essa em que sou    e vou embora
embora a luz que fica seja minha

que seca    mas que ferro    e ora essa
no entrementes    na foto que revelo
nos panos quentes encerro antes que esqueça
que boreal aurora me atravessa

uns olhos    um mar de leite e mel
de ondulações nestas mãos que estendo
ao dealbar da coxa    e do papel
em que desligo tudo    e desentendo

que meu deus    são longos estes dias
que secos    que roídos de agonias
que não estás    que não está    que não estarei

mas sobrevivo    inda morrido    te amarei

Pedro Tamen. Rua de Nenhures. Dom Quixote.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013


adorei as minhas férias. obrigada!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

tenho um rato novo (ligado ao meu computador). ofereceram-me há tempos outro mas esse,  desde o início nunca funcionou muito bem. numa espécie de rato e gato. depositei-o no lixo. e senti-me feliz. depois utilizei o primeiro rato que encontrei aqui por casa, com fraco desempenho, coitado. assim, aceitei comprar um rato. com garantias de qualidade. mas como de conversas da treta e promessas e outras coisas tais já me cansei. agora estou muito atenta às capacidades extraordinárias deste exemplar.

sábado, 3 de agosto de 2013


sabem bem pela manhã.

domingo, 28 de julho de 2013

no caminho percorrido. há uma sensação estranha. guardada nas entranhas da bílis. uma vira e volta. numa longa expiração. um dia escreverei um livro. se me perguntarem por ti direi. não preciso que me comprem. afinal, pouco vale.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

- como é que quer o bife? bem ou mal passado?
- normal.
- normal?! normal, não existe. diz-se médio. quer?
- então quero um bife médio. pode ser?

segunda-feira, 22 de julho de 2013

a vida é complexa e cheia coisas inexplicáveis. e eu que o diga. nos últimos anos tenho tido na minha vida alguns acontecimentos aparentemente estranhos. o último aconteceu-me há semanas.
durante um passeio que fiz sozinha fixei-me numa questão colocada por uma pessoa conhecida - será que já possível saber o que uma pessoa está a pensar? - ao mesmo tempo que a ideia em si parece-me de uma enorme parvoíce, como é óbvio.
voltando ao passeio, comecei a pensar numa determinada letra e eis que viro-me e a letra aparece. não fiz mais tentativas. outro dia, decidi voltar à temática. enquanto estavam umas pessoas na rua, pensei para os meus botões um pouco tonta - se já conseguem ler o pensamento a senhora que eu estou ouvir na rua dirá lua. - e logo a seguir ouço a senhora a dizer uma palavra muito semelhante. bem, nem queria acreditar! achei muito estranho. intrigada, no mesmo dia tive outra ainda mais séria -  quando um comentador estava a falar na televisão coloquei a questão em voz alta - será que já leem o pensamento das pessoas? se sim, diz a palavra pedra - e o comentador disse a palavra em questão passados uns minutos... não tenho explicação para isto! já pensei se por acaso não terei uns poderes quaisquer que desconheço, se afinal já conseguem ler o pensamento, se entram em minha casa durante a noite... não sei!!!! talvez alguém já tenha tido acontecimentos semelhantes, pois estou muito intrigada com isto...

segunda-feira, 8 de julho de 2013

nota informativa

venho por este meio informar todos os visitantes e simpatizantes e antissimpatinzantes (xô, ide ide colocar-vos debaixo do sol sem nenhuma sombra possível) deste blogue que devido às condições climatéricas exageradas (não era preciso isto, pá) existiu um  momento em que me lembrei da camada de ozono e no minuto imediatamente a seguir me esqueci. assim, este blogue passou a ter ar condicionado. aqui está ele. por agora não é mau. mas poderia ser melhor, é um facto.

terça-feira, 25 de junho de 2013

regressei a um espaço onde sempre fui bem acolhida - Universidade Nova. era uma vez uma piquena cheia de sonhos e de projetos, como qualquer jovem de vinte anos, que por ali andou a frequentar um curso. jamais esquecerei as pessoas que por lá conheci e os conhecimentos partilhados, desfiados  em conversas de café após as aulas. também não esqueço uma professora que teimava em ralhar comigo como se fosse a minha mãe sempre que me atrasava, um dia bastava, na entrega dos trabalhos; não dava o ralhete em público, tinha a preocupação de chamar-me ao gabinete.
o espaço está quase inalterável; são poucos os marcos da passagem do tempo. não vi nem sei se ainda por lá vagueiam, julgo, uma galo e algumas galinhas presenças habituais na esplanada exterior.
entrei no edifício indicado e as estantes com livros lá estão, os placards mantêm alguma informação interessante, a cantina continua com as mesmas cadeiras coloridas várias de plástico, e o cheiro … que tantas vezes me transmitiu energia permanece; não consegui espreitar para nenhuma sala, que por vezes, algumas, nem ar condicionado tinham. 
dirigi-me a um departamento específico. expus a minha situação e quando a rececionista perguntou-me o nome completo no sentido de encontrar o meu número, fiquei em estado de suspense – será que ainda tenho um número aqui? pesquisa ali e acolá e eis que afinal a minha presença pela Universidade Nova está corretamente registada. é muito bom, pois terei direito a umas regalias para o que pretendo.

no essencial, continuo a ter orgulho naquela instituição, pois sem muitos luxos é uma das instituições de ensino superior mais conceituadas a nível nacional e internacional. a diferença, como em muita coisa na vida, é feita pelas pessoas extraordinárias que a compõem, em vários domínios. e eu estou quase lá, de novo.

terça-feira, 18 de junho de 2013

estes últimos dias têm sido de enorme alegria. apesar das manifestações e das greves que não me passam ao lado, vou regressar a barcelona que adoro. são as músicas, as cores, as pessoas, a arte ... desta cidade que a tornam inesquecível. já tenho os bilhetes! começa a contagem decrescente.

sábado, 15 de junho de 2013

segunda-feira, 13 de maio de 2013

i´m dancing



em breve deixarei os "intas" para entrar nos "entas" e de lá nunca mais sair; viva. por enquanto, não digo que estou em forma pois lembro-me logo de  bolos, estou a assim como assim a subir uma montanha. já percorri alguma coisa, coisa pouca para o tanto que ainda me resta. se tem sido fácil ou difícil custa-me dizer. a vida não é fácil nem é difícil, a vida existe para ser vivida, nada mais, com o apoio de vários "ingredientes" que nós aprendemos a conhecer e a reconhecer. não somos só nós que incrementamos mais vida à nossa vida, mas também é o caminho indecifrável, por vezes, que segue que nos faz à vida.
para mostrar ao meu grupo (o melhor!) que a idade não me assusta decidi ensaiar a coreografia presente neste vídeo. em breve vou apresentá-la :) com os devidos alongamentos, içar de pernas e movimentos de anca. a parte sonora também está por minha conta, mas nesse aspeto, considero, não é tão difícil superar a Madonna. afinal, não podemos ter tudo.

domingo, 5 de maio de 2013


Mãe, já não estávamos fisicamente juntas há quase um mês. mas estás sempre comigo, como, estou certa, estou sempre presente no teu espírito selvagem de ser e de ser Mãe; na maior parte das vezes com um sorriso peculiar. sempre foste e serás para mim uma GRANDE MULHER e uma GRANDE MÃE! feito raro, por certo.
as maiúsculas não eram necessárias, eu sei. tu sabes muito bem quem és e o que tens feito pelos outros. e ai de quem te menorize, nesse aspeto ainda não precisas de mim.
graças às (nossas) práticas familiares estabelecidas, sempre que ocorrem estes dias não definidos por nós, não transportamos connosco presentes materiais. assim, dei-te, hoje, muito afeto e as palavras essenciais, claro. pois como dizes, e bem, o dia da mãe é para ser comemorado todos os dias!

reuniram-se ao almoço quatro gerações - Mulheres rijas como é tradição na nossa família. para além de mim, a minha avó, com uma memória extraordinária, a minha mãe e as minhas sobrinhas. falámos sobre o passado e o presente. a minha avó, para além de outros factos interessantes, concentrou a sua atenção no tabaco:
-.ai das mulheres e ai quando é que acabas com esse vício? o tabaco é muito bonito, antigamente muitas pessoas faziam plantações mas, por vezes,  vinham os homens do tabaco com uns cavalos e retiravam as plantações que as pessoas faziam e levavam-nas. mas quem tinha tabaco enrolava o tabaco e até colocava assim como a alface nos rolos que fazia ;houve um altura em que não era permitida a utilização de isqueiros, juntavam-se pedras, seixos, e aquilo fazia fogo e acendiam-se assim os cigarros.

conversámos, mais uma vez, sobre o período do estado novo. a minha mãe, que estava na cidade recordou também como tinha vivido o 25 de abril (sempre!) e das lutas que teve de travar quando trabalhava no setor privado.  eu que acompanho sempre o que dizem de forma muito atenta, recordei-me hoje, também do meu pai que insistia em comemorar os feriados e com cerca de quatro anos perguntava-me, como quem pergunta se é do sporting ou do benfica, qual era o meu partido.
antes de partir em definitivo, levei as minhas sobrinhas para a rua para comermos um gelado. mostrei-lhes algumas músicas do grupo Deolinda, proporcionadas por um dos melhores autores de música portuguesa – Pedro da Silva Martins -  e relatei à mais nova como tinha sido o concerto ocorrido na sexta-feira – (mais uma vez) um magnífico encontro de gerações, o público, para ouvir a voz potente da Ana Bacalhau e uma panóplia de instrumentos fantásticos e ...
a música preferida das minhas sobrinhas é esta.

obrigada Avó. obrigada Mãe. e, claro, Sobrinhas - sem vocês este dia não teria sido possível!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

 
pois irei
pois é
ésselente

sábado, 23 de março de 2013

dia da poesia



cheguei atrasada mas a tempo (e com tempo) de referir Matilde Campilho.  escreve bem. jovem talento que dá os primeiros passos na vasta e rica poesia portuguesa. ao vivo também não me parece mal...com o brilhante (deus) Alexandre O´Neill  :).

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

o tempo. aquele que corre com dias e mais. meses e mais. o céu está nublado há tempos. num raio de sol. vejo as horas. o relógio está ausente do meu pulso. há anos. a pulso. com pulso. todos os dias. prefiro a noite. na lua. estou. nos dias que já passei, em dias ultrapassei. e já descompensei. mas acho que já não penso. nos dias. julgo-me presa. às horas. passam e passam. ainda não reparo. o quanto. talvez daqui a. saberei. o quanto te amei. amanhã.

sábado, 12 de janeiro de 2013

um vídeo que fale por ti


2013. e a vida continua.até


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012


 2012 deu despesa. te deixar vai ser de graça!
um ótimo ano 2013!
nota: parece-me que as perspetivas não dão alento a qualquer sobrevivente. na bolsa 2013 estará já em baixa e os mercados prevêm cortar no rating BBACD para JPPSP.

domingo, 23 de dezembro de 2012


boas festas!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012


afinal existem. gorros para o nariz. pensei neles esta semana. provavelmente farei um para usar na próxima semana. mas o meu terá uns fiozinhos, que não sei o nome, na ponta e várias cores.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012



all or nothing at all há quase uma década.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

um vídeo que fale por ti


observo o redor. nos dias corrompidos pela realidade sucessiva; torcida. num pino, tento fixar-me ao solo, sem mãos. sustém-me a cabeça; fragilmente segura. são minutos, simples. o sangue sobe-me. (estou a ficar) roxa. saio tonta na vertical correta. incerto equilíbrio, mas caminho. na labuta. contra muito(a) filho(a) da pureza.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

já disseram

vive o dia-à-dia.
não sofras por antecipação.
vive a vida.
aproveita o melhor da vida.
tu mereces melhor.
faz para seres feliz.
vive um dia de cada vez.
...

reconheço os bem intencionados. mas se alguém vier com uma destas para cima da mim, aviso que leva com uma jarra em cima.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

encontro-me com o mar, num olhar prolongado. observo quase infinito, em percepção nublosa dos dias que enganam, brincam e confirmam a vida. também entre gaivotas, lagartixas de bocage, cagarras, ratos pretos,... e tudo parece estupidamente perfeito.com o meu amor. em estado expressivo.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

domingo, 22 de julho de 2012

vários ângulos

paralela comigo. ou em momentos perpendiculares, de extensão gradual em retas desconhecidas. entendíveis, por certo. encontrei-te. a meu lado. em melodias sinfónicas com números de intensidade crescente. formámos vários ângulos, semirretas em planos que somos. várias foste obtusa. tentei ser aguda. elaborámos re(p)tos. e já estivemos rasas. mas no essencial continua a ser giro. isto é, completo. sem transferidores.