regressei a um espaço onde sempre fui bem acolhida - Universidade
Nova. era uma vez uma piquena cheia de sonhos e de projetos, como qualquer
jovem de vinte anos, que por ali andou a frequentar um curso. jamais esquecerei
as pessoas que por lá conheci e os conhecimentos partilhados, desfiados em conversas de café após as aulas. também não
esqueço uma professora que teimava em ralhar comigo como se fosse a minha mãe
sempre que me atrasava, um dia bastava, na entrega dos trabalhos; não dava o
ralhete em público, tinha a preocupação de chamar-me ao gabinete.
o espaço está quase inalterável; são poucos os marcos da
passagem do tempo. não vi nem sei se ainda por lá vagueiam, julgo, uma galo e
algumas galinhas presenças habituais na esplanada exterior.
entrei no edifício indicado e as estantes com livros lá
estão, os placards mantêm alguma informação interessante, a cantina continua
com as mesmas cadeiras coloridas várias de plástico, e o cheiro … que tantas
vezes me transmitiu energia permanece; não consegui espreitar para nenhuma sala, que por
vezes, algumas, nem ar condicionado tinham.
dirigi-me a um departamento específico. expus
a minha situação e quando a rececionista perguntou-me o nome completo no
sentido de encontrar o meu número, fiquei em estado de suspense – será que
ainda tenho um número aqui? pesquisa ali e acolá e eis que afinal a minha presença
pela Universidade Nova está corretamente registada. é muito bom, pois terei
direito a umas regalias para o que pretendo.
no essencial, continuo a ter orgulho naquela instituição, pois
sem muitos luxos é uma das instituições de ensino superior mais conceituadas a
nível nacional e internacional. a diferença, como em muita coisa na vida, é
feita pelas pessoas extraordinárias que a compõem, em vários domínios. e eu
estou quase lá, de novo.
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