terça-feira, 25 de junho de 2013

regressei a um espaço onde sempre fui bem acolhida - Universidade Nova. era uma vez uma piquena cheia de sonhos e de projetos, como qualquer jovem de vinte anos, que por ali andou a frequentar um curso. jamais esquecerei as pessoas que por lá conheci e os conhecimentos partilhados, desfiados  em conversas de café após as aulas. também não esqueço uma professora que teimava em ralhar comigo como se fosse a minha mãe sempre que me atrasava, um dia bastava, na entrega dos trabalhos; não dava o ralhete em público, tinha a preocupação de chamar-me ao gabinete.
o espaço está quase inalterável; são poucos os marcos da passagem do tempo. não vi nem sei se ainda por lá vagueiam, julgo, uma galo e algumas galinhas presenças habituais na esplanada exterior.
entrei no edifício indicado e as estantes com livros lá estão, os placards mantêm alguma informação interessante, a cantina continua com as mesmas cadeiras coloridas várias de plástico, e o cheiro … que tantas vezes me transmitiu energia permanece; não consegui espreitar para nenhuma sala, que por vezes, algumas, nem ar condicionado tinham. 
dirigi-me a um departamento específico. expus a minha situação e quando a rececionista perguntou-me o nome completo no sentido de encontrar o meu número, fiquei em estado de suspense – será que ainda tenho um número aqui? pesquisa ali e acolá e eis que afinal a minha presença pela Universidade Nova está corretamente registada. é muito bom, pois terei direito a umas regalias para o que pretendo.

no essencial, continuo a ter orgulho naquela instituição, pois sem muitos luxos é uma das instituições de ensino superior mais conceituadas a nível nacional e internacional. a diferença, como em muita coisa na vida, é feita pelas pessoas extraordinárias que a compõem, em vários domínios. e eu estou quase lá, de novo.

Sem comentários: