quinta-feira, 26 de agosto de 2010

os pés na areia

percorro a praia. a pé. entre passos. sem um compasso obrigatório. tortos, os meus pés, afundam-se. na areia. amanhã choverá muito e o areal ficará mais forte. os meus pés não afundar-se-ão. no amanhã que não é amanhã mas será num amanhã, terei de os ter bem assentes ao piso. terei de saber olhar para o chão, sem me curvar, sem deixar que a areia me engula ou se agarre aos pés. o pior de tudo é sentirmos grãos de areia nos pés. fazem comichão. e quando se espalham pela casa parece que nunca mais de lá saem. há que saber lavar os pés com muita água. e torna-se imprescindível, uma toalha. para limpar. também. o rosto.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

férias

em tempo de férias é importante fazer limpezas, reorganizar documentos, limpar o pó, tirar o lixo acumulado por baixo do sofá, sacudir tapetes, respirar fundo e, pensar num novo ano de trabalho que se avizinha. já não existem conquistas efectivas. nos dias de hoje tudo é a prazo, com validade oculta ou expressamente explorada. continuemos então a desbravar este admirável mundo como se o amanhã não existisse. pois, provavelmente, nem amanhã conheceremos o fim da nossa existência. nem nunca saberemos ao certo por que existimos. entretanto deixo-vos aqui um vídeo que encontrei via notícia "Professores aprovam paródia ‘Gaiola das Cabeçudas' ", realço que os professores são brasileiros. não tenho de momento qualquer comentário a tecer. fica o registo.