Livrai-me, Senhor/De tudo o que for/Vazio de amor/ Que nunca me espere/Quem bem não me quer/(homem ou mulher)/ Livrai-me também/De quem me detém/E graça não tem/ E mais de quem não/Possui nem um grão/ De imaginação. "Libera-me". Carlos Queiroz
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
os pés na areia
percorro a praia. a pé. entre passos. sem um compasso obrigatório. tortos, os meus pés, afundam-se. na areia. amanhã choverá muito e o areal ficará mais forte. os meus pés não afundar-se-ão. no amanhã que não é amanhã mas será num amanhã, terei de os ter bem assentes ao piso. terei de saber olhar para o chão, sem me curvar, sem deixar que a areia me engula ou se agarre aos pés. o pior de tudo é sentirmos grãos de areia nos pés. fazem comichão. e quando se espalham pela casa parece que nunca mais de lá saem. há que saber lavar os pés com muita água. e torna-se imprescindível, uma toalha. para limpar. também. o rosto.
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