Livrai-me, Senhor/De tudo o que for/Vazio de amor/ Que nunca me espere/Quem bem não me quer/(homem ou mulher)/ Livrai-me também/De quem me detém/E graça não tem/ E mais de quem não/Possui nem um grão/ De imaginação. "Libera-me". Carlos Queiroz
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
roda vida
José Saramago. in A viagem do elefante.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
uma imagem que fale por ti
domingo, 22 de fevereiro de 2009
área vocabular de carnaval
serpentinas
papelinhos
fatos
enfeitos
folia
alegria
corsos
água
entrudo
crítica
desfiles
alegórico
samba
música
veneza
bailes
controverso
três
tudo
[ou nada, para mim]
...
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
uma imagem que fale por ti
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
pensar II
Tudo isto está certo. E tudo isto está errado. Porquê? Porque sim. Não sei."
Vergílio Ferreira in Pensar
factos
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Um vídeo que fale por ti
When Im with you baby, I go out of my head
And I just cant get enough, I just cant get enough
All the things you do to me and everything you said
And I just cant get enough, I just cant get enough
[apetece-me fazer uma coisa que gosto muito, muito...tutututaruraru...]
pensar
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Amar
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave
de rapina. Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
palavras perdidas
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
sem título
Lá estava ela perdida no espaço.
A recuar, a avançar, a recuar, a
avançar. A inventar palavras, a
desculpar palavras.
À procura de saídas, à procura de.
À espera de poder correr entre as marés,
à espera de avançar solta pelas
nuvens, à espera de ser feliz.
E lá estava ela. Presente ou ausente.
Como se ambas fossem uma só. Ou não
houvesse espaço nem tempo que pudesse
derrubar as certezas quando guardadas
cá dentro.
Eu aqui me encontro. Querendo saber
navegar em marés turbulentas sem que o
corpo dê sinais de mal-estar. Mas não
sou peixe na água. Nem marinheiro de
tempestades. E ainda não me adaptei à
vida.
Tu aqui me encontrarás. Certezas,
guardo-as cá dentro. Para que o tempo
da ausência não as leve com ele. Certezas,
sim, de nós. Da nossa
amizade.
Ana Teresa Silva in dizer-te
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
chego
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
uma imagem que fale por ti
Tu tens um medo
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Cecília Meireles
domingo, 8 de fevereiro de 2009
descrição ou o inverso
duas senhoras sentam-se ao meu lado (sempre gostei de ouvir histórias) com quase sessenta anos cada, mas só uma constrói frases sobre os seus próprios pés. uns pés que são diferentes dos outros, outros entende-se nossos, humanos. para os pés diferentes já comprou utensílios, cremes, mezinhas… atira-os para a frente, aponta e por breves momentos penso que irá descalçar-se. saem.
continuo a minha leitura até ao saldanha. já não chove. vou até à bilheteira adquirir em troca de uma quantia monetária um papel ranhoso que permitirá o meu acesso à sala 1. olho para o relógio. tenho ainda 20 minutos. tomo um chá, entro numa livraria que requer a minha promessa de não comprar nada e na casa de banho, em espera, duas mulheres conversam sobre a necessidade de introspecção que têm sentido nos últimos meses. compreendo-as...
entro na sala de cinema, para minha admiração, cheia. alguns idosos. vejo estreias e antestreias e delicio-me com o filme milk, de Gus Van Sant, em particular com a excelente interpretação de Sean Penn – magnífico.
regresso de metro, e refeita de convicções e de convictos. afinal, vale a pena ter esperança.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Lisa Ekdahl - "vem vet"
o refrão diz qualquer coisa como 'quem sabe'. sei que não sei muito de sueco... mas que um fim-de-semana bem aproveitado até ao limite vale mais do que muita coisa desinteressante que fazemos durante um ano. por isso, bom fim-de-semana aos que por aqui passam ou param.
pregão: a lisa é linnnnnnddddddaaaa e canta bem.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
a terra
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
solitária
esta vontade de estar. comigo. não é recente. sempre fui assim, principalmente nesta estação do ano. por vezes mal compreendida, outras ainda, confundida entre solitária e o desejo de solidão. todavia, solitária não é sinónimo de solidão…garanto que solitário não é necessariamente algo só, sozinho, desacompanhado, deserto, ermo, ou desabitado, numa pesquisa rápida que fiz. gosto de estar só mas isso não significa que sinta solidão ou que não goste de comunicar com os outros… significa, no meu caso, que saio menos, que leio mais, que reflicto e penso mais, que tenho menos pachorra para coisas banais… significa que tenho mais tempo. para mim. afinal, também mereço!
