Livrai-me, Senhor/De tudo o que for/Vazio de amor/ Que nunca me espere/Quem bem não me quer/(homem ou mulher)/ Livrai-me também/De quem me detém/E graça não tem/ E mais de quem não/Possui nem um grão/ De imaginação. "Libera-me". Carlos Queiroz
sábado, 25 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
um vídeo que fale por ti
ontem fui vê-la e ouvi-la numa noite com muito para recordar. estava linda com um vestido vermelho e um chapéu (ai o que eu adoro chapéus!). cantou de maneira deliciosa, a convencer qualquer coração desprevenido. adorei.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
aconteceu
o homem pisou a lua há 40 anos. por mais que eu explique à minha avó, ela continua a afirmar que "isso é uma invenção". claro que não posso mostar-lhe este vídeo, lá iam os meus argumentos pelo cano abaixo. mas pelos vistos há mais com a opinião dela. vamos lá entender isto...
domingo, 19 de julho de 2009
o deus da matança
Yasmina Reza, autora de várias peças de teatro de sucesso como Arte, retrata aqui o ser humano como um ser por natureza violento, colocando em causa os aclamados avanços civilizacionais. como refere numa entrevista presente no catálogo da peça:
- Não acho que o ser humano seja pacífico. Penso que não se evoluiu desde a idade da pedra e que o verniz social que nos protege da selvajaria é inquietantemente ténue, está sempre prestes a estalar. Ponha quatro pessoas dentro de um elevador que se avaria de repente e elas ficam doidas. Basta haver pânico e toda a gente se espezinha. Observe as crianças a brincar na areia: não têm alternativa, batem umas nas outras para ficarem com um objecto na mão. Eu escrevo um teatro de nervos, porque são os nervos que nos comandam. As personagens que componho desde sempre são pessoas bem-educadas que pretendem manter a compostura. Mas como também são muito impulsivas, não conseguem manter as regras que impuseram a si próprias. Vão derrapar, mas sempre contra a sua vontade, mesmo quando estão em plena derrapagem. É precisamente esta luta da pessoa contra si própria que me interessa.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
pim pam pum
fui em duas situações avaliada.
deram-me excelente
e um bom, bum.
pim pam pum
não entendo esta sociedade,
que tudo quer avaliar.
comemos tantas vezes gato por lebre,
e aceitam sem contestar.
pim pam pum
reclamam a excelência,
com a sua licença.
o empregado mediano vai para a rua
com elegante veemência.
pim pam pum
só admistradores e engenheiros
nunca são avaliados.
levam indemnizações chorudas,
enquanto o povo é separado.
pim pam pum
mais poderia falar,
mas daria confusões.
observo muita loucura
e assisto a discriminações.
pim pam pum
venham mais avaliações,
reflexos dos tempos que correm.
avalie-me sua excelência,
para por tudo na ordem...
pim pam pum
quinta-feira, 16 de julho de 2009
um vídeo que fale por ti
apetece-me informar a todos os que por aqui passam do que não tenho em forma de cocktail, ou seja, tudo ao molho e fé em deus, sem ordem que valha. assim, aqui vai...não tenho dinheiro para ir viajar para fora de portugal. não tenho roupa nova de verão. não tenho um pai que se preocupe com a minha existência. não tenho o ordenado que mereço ganhar. não tenho um autógrafo de obama. não tenho namorada. não tenho uma casa ao pé do mar. não tenho a casa arrumada. não tenho cães. não tenho uns quilos a menos. não tenho idade para ter juízo. não tenho moral. não tenho classe. não tenho jeito para fazer fretes. não tenho paciência para a arrogância e a hipocrisia. não tenho um biquini novo. não tenho tempo para muito do que eu realmente gostaria de fazer. não tenho nenhuma cerveja no frigorífico. não tenho comprado tantos livros como gostaria. não tenho muito. não tenho pouco. não tenho telefone fixo. não tenho pão em casa. não tenho o meu gato próximo de mim. não tenho em DVD todas as obras de Fellini. ah! não tenho gripe A. não tenho mais nada a dizer, por agora. não tenho. logo se vê numa próxima.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
palavras fundamentais
sino que repique
ou sulco onde floresça e frutifique
a árvore luminosa da ideia.
Alça a tua voz sobre a voz sem nome
de todos demais, e faz com que ao lado
do poeta se veja o homem.
Enche o teu espírito de lume;
procura as eminências do cume
e, se o esteio nadoso do teu báculo
encontrar algum obstáculo ao teu inferno,
sacode a asa do atrevimento
perante o atrevimento do obstáculo.
Nicolás Guillén
in Antologia Poética. Campo das Letras. 1995
sexta-feira, 3 de julho de 2009
acontece
por agora há muitos e bons acontecimentos a ocorrer pela cidade. aqui vai mais uma sugestão. no cinema king, desde 2 de julho a 2 de setembro, estão presentes os melhores filmes estreados entre junho'08 e junho '09. para quem não viu alguns deles, como eu, é uma boa oportunidade para sair de casa. o preço também é apelativo - 3,50€. o ar condicionado tem dias...