sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Diz que diz



informo que informarei melhor sobre a tal informação em relação aos pombos em nota informativa.
enquanto isso não acontece, descobri o cd graffiti com algumas das melhores vozes femininas portuguesas. gosto desta música que aqui deixo com a GRANDE Sara Tavares, mas também gosto desta.
bom fim de semana.

domingo, 14 de novembro de 2010

ah pois

nos últimos anos, acho, pelo menos na cidade onde vivo, assiste-se à proliferação do hábito de opinar sobre profissões, provavelmente desejadas na infância. falam como se árbitros, professores, governantes, ou médicos fossem, entre outras profissões, mas estas por agora são suficientes para ilustrar este post.
a juntar a esta espécie de fetiche, virado para o opinanço livre e democrático, há outra coisa, tratemo-la assim, que está a tornar-se muito usual, talvez em sequência das notícias repetitivas sobre economia e/ou política (a dar em maluquinho qualquer português que se preze), que são caros leitores deste blogue: reuniões.
as pessoas que nunca foram ou raramente estiveram presentes numa são as que mais adoram fazê-las (?!), especialmente reformados. ainda não descobri qual é o gozo, talvez julguem este momento como sendo o seu, de estado (pessoal, claro), sei lá; para quem não tem mais nada que fazer. ah, pois.
aqui pelas redondezas também se padece dessa moda. no reino de condóminos que faço parte, com alguns reformados à mistura, de vez em quando ou de quando em vez sou convocada para reuniões com assuntos muito estranhos. a última, a realizar-se daqui a três semanas, tem como assunto, ora pasmem-se:
p o m b o s…
pombos?! garanto-vos que por aqui há poucos, não mais do que uma dezena, e nos últimos anos os meus olhos têm visualizado cada vez menos.
mas sejamos sérios, se é pombos… que sub temas poderão ser discutidos ? bem, a pensar para os meus botões, julgo que esta gente com certeza não pretenderá reunir-se para falar sobre a provável extinção desta ave daqui a uns… sei lá, 500 anos. nem terá como objectivo expor uma ideia ecológica, como por exemplo, a colocação de ninhos pelo bairro para ajudar estas pobres aves na altura da nidificação. não, não. palpita-me, sim, que a alma iluminada que colocou a convocatória na minha caixa do correio, pretende que conversemos/discutamos sobre… a caca dos pombos.
a caca dos pombos?! ah pois, sim. e já me imaginaram estar numa reunião a ouvir falar a uma tal que passou pela rua e, o nono e penúltimo pombo dos que existem nas redondezas, cagou-lhe assim e, outro iluminado, a retorquir que com ele foi pior - pombo rasou-lhe a cabeça, quase o ia fazendo cair e por isso tem umas dores que não aguenta e cagou-lhe assado. e eu (claro que não): – pois, pois… nunca nenhum me cagou mas nós, ups, eles são uns verdadeiros cagões! então o que sugerem? todos de arma em punho para colocarmos uma bala no cú dos pombos que nem vejo?
ah pois, não. ah pois, que não há pachorra! ah pois, é… ah pois que até seria divertido fazer a minha primeira gravação e, porque não, colocá-la no meu ficheiro de momentos deprimentes...ah pois… ah pois…mas não escreverei uma acta de merda. ah pois… não. ah pois... vou? ah pois... não vou?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

desejo



bom fim de semana! :)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

à pessoa que mais amo



a pessoa que mais amo - a minha mãe - faz hoje anos. desejo-te muitos e muitos e... anos de vida. agradeço-te por agora, para além de muitas coisas, uma muito simples - o facto de todos dias insistires em ensinar-me a rir, apesar das adversidades. para ti, um enorme sorriso :)!

ouvi dizer...

- fazes-me um favor?
- favor? a minha vida está preta, tenho dois filhos para criar, e estou a começar a vender favores, conselhos, ... queres comprar um favor meu?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

um vídeo que fale por ti



[música criada com base no poema que em baixo se segue]

Adiamento

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...

Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei. Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...

O porvir...
Sim, o porvir...

Álvaro de Campos

domingo, 7 de novembro de 2010

"tou" com uma ideia... só uma

Portugal viveu nos últimos dias diluído em imagens e palavras de acontecimentos, sucessórios, numa espécie de jogo verdade e consequência. várias pessoas, comigo próximo, expressaram repúdio sempre que as viam e/ou ouviam; transformaram-se em palavrões, símbolos imorais se é que a moralidade ainda existe… não me apetece repetir o que tantas vezes todos ouvimos ou nas notícias de jornal, telejornal ou de rádio. estaria certamente a cometer uma infâmia a ti que te dás ao trabalho de ler este texto.

por mim, afirmo, confirmo e reafirmo até novos dias… estou a borrifar-me para tratos e tratados, fatos carros, buliços e confusões, orçamentos ou limões. não me interessa, não quero saber, gosto de me informar, sem muito, pouco ou nada aprofundar. tenho por vezes umas ideias, cá para mim, num país assim, bestial, bestiais; uma delas é talvez emigrar e a outra que agora apareceu mas vai fugir logo a seguir passo seguidamente a apresentar.
em seguimento da visita de um tal presidente que se cruzou com um tal primeiro ministro e outro presidente portugueses, sugiro que sejam criadas e promovidas acções ao nível, tão falado, social, para além do mais desejado ao nível económico; mas de economia nada percebo, embora esteja a encaminhar-me para daqui a provavelmente dez anos, eu (e mais uns dez milhões) receber um mestrado ou, por que não, doutoramento em economia e finanças. todavia,, reforço, disso eu não entendo nada.
bem, voltemos então à minha ideia, talvez a apresentar num qualquer local , sempre próprio, onde se poderá incluir a embaixada do país do digníssimo presidente visitante. li, ouvi, disseram-me… já nem sei, que no país deste digníssimo presidente accionaram-se medidas de controlo de natalidade extremamente [fica bem] interessantes. como consequência desta acção, há uns anos muitos bebés do sexo masculino, nem se sabe bem porquê, ultrapassaram em valores históricos os do sexo feminino e, assim, assiste-se hoje a um número muito superior de rapazes e homens em relação ao número de raparigas e mulheres. vamos lá ver, tomando como possivelmente verdadeira esta informação, sem certeza, veio-me à lembradeira a ideia do governo do país deste digníssimo presidente passar a exportar para o nosso país … homens. tendo em conta as taxas de natalidade portuguesas, pelas ruas da amargura, acho que seria interessante dar, obrigatoriamente, a cada mulher portuguesa livre, e em regime de mercado negro às que não são, o seu homem exportado, com a obrigatoriedade de com ele procriar. assim, fundir-se-iam os dois países. os homens chegariam em contentores, devidamente acondicionados e com a garantia de fertilidade. as mulheres portugueses limitar-se-iam a requerer junto dos serviços públicos, por meio do preenchimento da devida papelada, preferencialmente numerosa porque assim é que deve ser, a aquisição de um destes potentados. junto dos tais serviços, passado um ano, a mulher em causa seria obrigada a apresentar o fruto da fusão e, caso esse não existisse, teria direito a um tratamento grátis de fertilização, financiado pelos dois países. fantástico!

bem, sem mais demora, por aqui termino hoje esta ideia bestial, que amanhã já não acho piada.
o trabalho é muito. jinhos aos que aparecem por aqui, com afecto e carinho.
boa semana!