Livrai-me, Senhor/De tudo o que for/Vazio de amor/ Que nunca me espere/Quem bem não me quer/(homem ou mulher)/ Livrai-me também/De quem me detém/E graça não tem/ E mais de quem não/Possui nem um grão/ De imaginação. "Libera-me". Carlos Queiroz
segunda-feira, 13 de maio de 2013
i´m dancing
em breve deixarei os "intas" para entrar nos "entas" e de lá nunca mais sair; viva. por enquanto, não digo que estou em forma pois lembro-me logo de bolos, estou a assim como assim a subir uma montanha. já percorri alguma coisa, coisa pouca para o tanto que ainda me resta. se tem sido fácil ou difícil custa-me dizer. a vida não é fácil nem é difícil, a vida existe para ser vivida, nada mais, com o apoio de vários "ingredientes" que nós aprendemos a conhecer e a reconhecer. não somos só nós que incrementamos mais vida à nossa vida, mas também é o caminho indecifrável, por vezes, que segue que nos faz à vida.
para mostrar ao meu grupo (o melhor!) que a idade não me assusta decidi ensaiar a coreografia presente neste vídeo. em breve vou apresentá-la :) com os devidos alongamentos, içar de pernas e movimentos de anca. a parte sonora também está por minha conta, mas nesse aspeto, considero, não é tão difícil superar a Madonna. afinal, não podemos ter tudo.
domingo, 5 de maio de 2013
Mãe, já não estávamos fisicamente juntas há quase um mês. mas estás sempre comigo, como, estou certa, estou sempre presente no teu
espírito selvagem de ser e de ser Mãe; na maior parte das vezes com um sorriso
peculiar. sempre foste e serás para mim uma GRANDE MULHER e uma GRANDE MÃE! feito
raro, por certo.
as maiúsculas não eram necessárias, eu sei. tu sabes muito
bem quem és e o que tens feito pelos outros. e ai de quem te menorize, nesse aspeto ainda
não precisas de mim.
graças às (nossas) práticas familiares estabelecidas, sempre que ocorrem
estes dias não definidos por nós, não transportamos connosco presentes
materiais. assim, dei-te, hoje, muito afeto e as palavras essenciais, claro. pois como dizes, e
bem, o dia da mãe é para ser comemorado
todos os dias!
reuniram-se ao almoço quatro gerações - Mulheres rijas como é tradição na nossa família. para além de mim, a minha avó, com uma
memória extraordinária, a minha mãe e as minhas sobrinhas. falámos sobre o passado e o presente. a minha avó, para além de outros factos interessantes, concentrou
a sua atenção no tabaco:
-.ai das mulheres e ai quando é que acabas com esse vício? o tabaco é muito bonito, antigamente muitas pessoas
faziam plantações mas, por vezes, vinham
os homens do tabaco com uns cavalos e retiravam as plantações que as pessoas
faziam e levavam-nas. mas quem tinha tabaco enrolava o tabaco e até colocava assim como a alface nos rolos que fazia ;houve um altura em que não era permitida a
utilização de isqueiros, juntavam-se pedras, seixos, e aquilo fazia fogo e
acendiam-se assim os cigarros.
conversámos, mais uma vez, sobre o período do estado novo. a minha
mãe, que estava na cidade recordou também como tinha vivido o 25 de abril (sempre!) e das
lutas que teve de travar quando trabalhava no setor privado. eu que acompanho
sempre o que dizem de forma muito atenta, recordei-me hoje, também do meu pai que insistia em comemorar
os feriados e com cerca de quatro anos perguntava-me, como quem pergunta se é
do sporting ou do benfica, qual era o meu partido.
antes de partir em definitivo, levei as minhas sobrinhas para a rua para comermos um gelado. mostrei-lhes algumas músicas do grupo Deolinda,
proporcionadas por um dos melhores autores de música portuguesa – Pedro da
Silva Martins - e relatei à mais nova
como tinha sido o concerto ocorrido na sexta-feira – (mais uma vez) um magnífico encontro
de gerações, o público, para ouvir a voz potente da Ana Bacalhau e uma panóplia de instrumentos
fantásticos e ...
a música preferida das minhas sobrinhas é esta.
obrigada Avó. obrigada Mãe. e, claro, Sobrinhas - sem vocês este dia não teria sido possível!
Subscrever:
Comentários (Atom)