que recordo que pretendo que adivinho
que te abraço que te umbigo que te cato
que te mordo que te acendo e me cadinho
que minuto que tempo que demora
que espaço passo a passo me encaminha
que rua é essa em que sou e vou embora
embora a luz que fica seja minha
que seca mas que ferro e ora essa
no entrementes na foto que revelo
nos panos quentes encerro antes que esqueça
que boreal aurora me atravessa
uns olhos um mar de leite e mel
de ondulações nestas mãos que estendo
ao dealbar da coxa e do papel
em que desligo tudo e desentendo
que meu deus são longos estes dias
que secos que roídos de agonias
que não estás que não está que não estarei
mas sobrevivo inda morrido te amarei
Pedro Tamen. Rua de Nenhures. Dom Quixote.
Sem comentários:
Enviar um comentário