domingo, 3 de abril de 2011

insólito

passei o meu fim-de-semana próximo do mar. selvagem. agrada-me observar a força das ondas. instantes. suspensos salpicos de água. soltas gaivotas. acalmam-me. mas a calma é por vezes temporária. de regresso a casa, de noite, pela A8 deparo-me com muitos carros. e gente, e cabeças lá dentro. já tenho algumas histórias para contar com carros e gente; desequilibrada. a que sucedeu este fim-de-semana é mais uma. assumo que tenho um pequeno problema com os máximos do meu carro. mas ele é imediatamente solucionado passado um segundo, pouco mais. pois bem, ia na auto-estrada e eis que os máximos ligam-se. de imediato desligo-os. o carro que ia à frente, numa atitude de génio, decide abrandar o andamento - tudo bem. faço a indicação que pretendo mudar de faixa e os máximos voltam a ligar-se, desligo-os, com calma tento ultrapassar o dito carro sem problemas. só que o dito carro decide acompanhar a velocidade do meu, sem permitir qualquer ultrapassagem, para depois, de forma brusca,partir a grande velocidade. vai-te daqui. entretanto, tento dar indicações mímicas sobre o problema dos máximos, sem efeito. és estúpido. retomo a faixa onde me encontrava inicialmente. todavia, uns metros à frente verifico que o parvalhão circula mais uma vez em marcha lenta como que à minha espera e a indiciar um trauma qualquer. quando me aproximo, decide colocar-se na faixa da direita junto ao meu carro, acompanhando o meu andamento, enquanto olha fixamente para mim e companhia. xô xô. não lhe dou bola. pouco satisfeito, movimenta o carro para a minha frente e trava, junto a uma saída, até que pára o carro em plena auto-estrada. assustadas e ao mesmo tempo a respirarmos de alívio, continuamos o percurso. sempre a olhar para o retrovisor, felizmente sem mais problemas. chiça, há cada um!

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