no meu quarto já coloquei um colchão de palha do tempo dos meus avós, caso estejam muito cansados terão um leito à disposição, envolvente, com muitas velas, coloridas, amorosas, a libertarem cheiro para relaxar. mantive o crucifixo pois convém que eles sintam a religião dominante que sempre os poderá iluminar mais e melhor para o bem de todos; amén.
na cozinha, coloquei o melhor da cerâmica portuguesa - o galo de barcelos, o zé povinho e muitas andorinhas para dar uma ideia minimalista de partida e regresso e partida - e ainda várias peças de barro, bonito, aquelas de cor castanha. algumas caçarolas em vez dos tachos de metal, também achei bem. é tipicamente tradicional português.
na sala retirei a tv, porque na maior parte das vezes não tenho pachorra para aquilo, e no mesmo sítio coloquei sobre uns bonitos naprons, uma daquelas jarras enormes azuis com umas flores ao centro. obviamente encaixotei os livros que povoavam as estantes (não sei se o melhor mesmo é deitá-los fora) e decidi comprar várias coisas giras que existem nas lojas dos chineses, psicadélicas, coloridas e quase sempre com paisagens, incluídas cascatas. sentir-se-ão mais à vontade, por certo.
o problema foi com a última divisão, onde guardo papéis, em cima da secretária, papéis em dossiers, papéis nas estantes... e os livros? muitos relacionados com a minha área... o que fazer? bem, aqui decidi manter quase tudo como estava. só que fiz um esforço imenso, nem sabem o quanto, para arranjar um espaço considerável para livros de: economia vários, estatística alguns, finanças também , outros que ainda vou descobrir e, assim meio escondido, alguns de psicologia de auto-ajuda, não vá o diabo tecê-las.
antes de finalizar, no hall de entrada pendurei na parede aquele quadro adorável com a imagem de um rapaz, de ar tristíssimo a chorar, que acompanhou grande parte da minha infância. disponível qualquer feira que se preze.
olha, agora que venham. já estou quase quase preparada. seja o que deus quiser já diziam a minha avó e a minha mãe também.
nota: qualquer coincidência com a realidade é pura ficção.
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