quando era criança adorava qualquer época festiva, excepto o carnaval (só o momento de me mascarar escapava). cedo percebi que existem pessoas cujo prazer principal nesta época é atirarem ovos, farinha, bombinhas e outras coisas tais a qualquer transeunte que por azar passe à hora errada, no sítio errado ... nunca consegui compreender, ignorância minha (?!), qual é a alegria de tais atiradores e qual o gozo que obtêm na prática de actos de desrespeiro pelo outro. na minha adolescência, as consequências, para quem não alinhasse com a tribo (na maior parte das vezes, reduzida), era meio caminho andado para gerar na vítima sentimentos de medo e de insegurança e actos de corrida, ao nível do Obikwelu ou o transporte de um impermeável (entre outras hipóteses), não fosse o diabo tecê-las...
contudo, entretanto, há pouco menos de um mês, verifico, que afinal atirar ovos e farinha a ministros parece ser uma estratégia interessante, a merecer alguma atenção e mérito (não atribuído pela minha pessoa) a quem os atira ou seja, os tais atiradores. em sequência das notícias que li, afinal, planear e executar uma operação de galinheiro contra o carro da ministra de educação, em plena época outonal, é meio caminho andado para que o estatuto do aluno seja alterado, a favor (ou fervor) da vontade destes jovens... e vamos lá entender isto. se a moda pega é que é uma carga dos diabos para os galináceos. quais cartazes, quais gritos em tom rouco ou vigílias ao frio. atiremos então ovos ou outros géneros alimentares como rabanetes, tomates, arroz... como protesto; contem comigo contra o ministro do ambiente e das finanças. e vão ver que as coisas melhoram... para terminar, tenham todos um bom natal e caso esteja zangado com alguém, já sabe, atire-lhe com o bolo rei, talvez consiga alguma benesse. :)
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