quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

a maresia

parei junto ao mar. o meu corpo, os meus olhos. imobilizei-me a observá-lo. em movimento, vai que já não volta, vem que não volta a ser a mesma. onda. mas é sempre o mesmo. o mar. e eu que não deixo de ser a mesma, pessoa; também tenho ondas que vão e voltam e são sempre diferentes, em forma semelhante...acho. esqueci. a exaltação dos dias, actuais; em ordens e em execuções; raras expressões pessoais, abundantes actividades concretas, imediatas, mecânicas. pouso-me junto a ti, mar, abraço-te com os meus olhos, enquanto as tuas gotas encontram-me, com salpicos com sal. e eu, só fecho os olhos. respiro-te. viva. a maresia dentro de mim; por instantes.

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