Livrai-me, Senhor/De tudo o que for/Vazio de amor/ Que nunca me espere/Quem bem não me quer/(homem ou mulher)/ Livrai-me também/De quem me detém/E graça não tem/ E mais de quem não/Possui nem um grão/ De imaginação. "Libera-me". Carlos Queiroz
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
natalinho
esta época natalícia aborrece-me. fico farta de tanta estrelinha, prendinha, lacinho, luzinha, beijinho, queridinha, amiguinha, chocolatinho, pai natalzinho, pobrezinho, criancinha, coitadinha... sem pachorrinha, também; de um lado do extremo da realidade ( e eu que não gosto de extremos), em diminutivo, ou em aumentativo - estrelona, prendona, amigona... - relativizamos o real (não o normal) e criamos por instantes momentos de fantasia que só a, alguma, espécie humana conhece. todos os que a tal fogo de artifício não acham piada nenhuma, simplesmente são banidos do grupo pró Natal, com cognomes de frios, insensíveis ou parvos, até; que nós andamos o ano inteiro a fazer voluntariado ou a ler notícias que o mundo reluz. não acreditamos, ou eu, em milagres na natureza da espécie da humana. mas, vamos lá com franqueza, concordar com a existência de um período limitado em que sejamos lobos, alguns, disfarçados de ovelhas, brancas e negras. sejamos felizes, pois então. bom natal a todos! ou melhor, que o natalzinho vos corra da melhor maneirazinha.
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