segunda-feira, 13 de abril de 2009

Joelho

Ponho um beijo
demorado
no topo do teu joelho

Desço-te a perna
arrastando
a saliva pelo meio

Onde a língua
segue o trilho
até onde vai o beijo

Não há nada
que disfarce
de ti aquilo que vejo

Em torno um mar
tão revolto
no cume o cimo do tempo

E os lençóis desalinhados
como se fosse
de vento

Volto então ao teu
joelho
entreabrindo-te as pernas

Deixando a boca
faminta
seguir o desejo nelas.

Maria Teresa Horta

7 comentários:

via disse...

ai, ai, o que pode um joelho quando não está sozinho!

Anónimo disse...

Peço desculpa pela intromissão, mas andei a ler quase tudo o que estava para tras e gostei tanto que não consegui parar a não ser no fim... neste caso início de blog! :)

Queria apenas que soubesses que li, gostei e muitas vezes me identifiquei! :)

Beijinhos e inté :)

eu disse...

via: o joelho pode muita coisa. mas sempre bem acompanhado; com outro joelho, por exemplo ;) bjs e até

Boo: obrigada pelas palavras! das palavras que marcaram momentos. retribuo com um elogio ao teu blog muito interessante. faz o favor de fazer uma exposição, já! Bjs e até.

Anónimo disse...

:) Quem sabe um dia... obrigada também!

Anónimo disse...

"A vida é essa luz
No teu rosto
é esse brilho
Inconstante
Dos teus olhos
Na penumbra.

Essa paixão
Esse instante fugaz.

A vida é só isso
é só isso
Nada mais."


Anna Maria Feitosa

eu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
eu disse...

obrigada, desconhecia o poema. mto bom! a vida só tem sentido assim - com paixão. caso contrário torna-se sobrevivência. bjs e até.