Ponho um beijo
demorado
no topo do teu joelho
Desço-te a perna
arrastando
a saliva pelo meio
Onde a língua
segue o trilho
até onde vai o beijo
Não há nada
que disfarce
de ti aquilo que vejo
Em torno um mar
tão revolto
no cume o cimo do tempo
E os lençóis desalinhados
como se fosse
de vento
Volto então ao teu
joelho
entreabrindo-te as pernas
Deixando a boca
faminta
seguir o desejo nelas.
Maria Teresa Horta
7 comentários:
ai, ai, o que pode um joelho quando não está sozinho!
Peço desculpa pela intromissão, mas andei a ler quase tudo o que estava para tras e gostei tanto que não consegui parar a não ser no fim... neste caso início de blog! :)
Queria apenas que soubesses que li, gostei e muitas vezes me identifiquei! :)
Beijinhos e inté :)
via: o joelho pode muita coisa. mas sempre bem acompanhado; com outro joelho, por exemplo ;) bjs e até
Boo: obrigada pelas palavras! das palavras que marcaram momentos. retribuo com um elogio ao teu blog muito interessante. faz o favor de fazer uma exposição, já! Bjs e até.
:) Quem sabe um dia... obrigada também!
"A vida é essa luz
No teu rosto
é esse brilho
Inconstante
Dos teus olhos
Na penumbra.
Essa paixão
Esse instante fugaz.
A vida é só isso
é só isso
Nada mais."
Anna Maria Feitosa
obrigada, desconhecia o poema. mto bom! a vida só tem sentido assim - com paixão. caso contrário torna-se sobrevivência. bjs e até.
Enviar um comentário