segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

interesses

o que há nesta vida de real interesse a merecer o nosso interesse? desde a década de 70 faço esta pergunta de diferentes formas e em formas diferentes tenho encontrado motivos de concentração que revelam a importância atribuída. esses interesses, tal como os anos, vão-se acumulando em coisas díspares mas, por vezes, não muito distantes. a escrita, os livros, o cinema, a música… têm-me acompanhado, são por vezes a minha bóia de salvação e sempre que me distancio deles fico como que perdida. e são neles, juntamente com os momentos de convivência com os amigos e com a família, que me concentro pois, de tudo o resto retiramos pouca validade à nossa existência; somos meros números e sobre os quais somos obrigados a sobreviver. à medida que uns anos se acumulam interesso-me cada vez mais por mais do mesmo. tenho curiosidade pelo que aparece de novo, mas pouco é o que nos tocam em vários domínios como os velhos os fizeram e ainda fazem. poucos são os novos que conseguem bater os velhos. por que se calhar eles sabiam o que é que deveria na vida merecer o nosso interesse. e nem é preciso muito. basta o essencial.

4 comentários:

via disse...

o desinteresse vem muitas vezes das catadupas de informação com que somos assaltados, a pressão de um qualquer resultado material e a negligência pelas tarefas que enobrecem a alma, essas são essenciais e devem ser atenciosamente vividas.(isto soa um bocado pomposo...)

eu disse...

aí está! o desinteresse aparece quando n fazes mais nada senão sobreviver. e mesmo qdo o fazes, n encontras nada que te faça viver. parece simples. mas n é... até

via disse...

sobreviver é respirar, comer e dormir...não há sempre um interesse para além disso? até podemos achar que não, como quem não quer dar muita confiança...

Anónimo disse...

há muitos interesses para além desses e que são também de sobrevivência. e outros que se confundem com a vivência da vida... passa tudo por cada um de nós. claro. até