Livrai-me, Senhor/De tudo o que for/Vazio de amor/ Que nunca me espere/Quem bem não me quer/(homem ou mulher)/ Livrai-me também/De quem me detém/E graça não tem/ E mais de quem não/Possui nem um grão/ De imaginação. "Libera-me". Carlos Queiroz
sábado, 28 de março de 2009
o sopro
estávamos estendidas na cama. só o lençol nos cobria, as costas. entre o fixar das tuas pernas sobre a minha anca sopraste ao meu ouvido. uma ondulação de ar ainda por lá, cá, permanece. ali, no meu ouvido, aqui, de vez em quando o vento torna-se audível, teu, agora meu. por vezes, mais aqui e além não ouço nada, só uma brisa de ti sobe ao meu cérebro. mas outro dia, além, junto à coclea senti um vento forte a empurrar-me para ti. de novo, aqui e mais aqui, no meu ouvido, o vento continua a soprar. mas agora, rodopio sobre mim mesma, embatendo nas paredes do meu quarto. o tímpano, o estribo e a bigorna já se queixaram.
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2 comentários:
nestes momentos é preciso afastar as bigornas para não haver riscos de partir a cabeça. boas!
existe sempre o risco de partir cabeças, mas não é este o caso. já fui ao teu blogue e gostei dos últimos posts. até
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